Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Risco de infarto pode aumentar com hábito muito comum

Por Leticia Florenço
02/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Infarto - Reprodução/iStock

Infarto - Reprodução/iStock

Dormir tarde e acordar mais tarde parece, para muitos, apenas uma questão de preferência pessoal ou adaptação à rotina moderna.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que esse hábito bastante comum pode estar silenciosamente associado a um risco maior de problemas cardiovasculares, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Um grande estudo internacional trouxe novos alertas sobre como o horário em que dormimos pode impactar diretamente a saúde do coração ao longo da vida.

O que é cronotipo e por que ele importa

Cada pessoa possui um cronotipo, que representa sua tendência biológica natural de funcionar melhor pela manhã, à tarde ou à noite.

Enquanto indivíduos matutinos costumam acordar cedo com facilidade e ter mais energia nas primeiras horas do dia, pessoas com perfil noturno rendem mais à noite e têm dificuldade em dormir e acordar cedo.

A pesquisa analisou exatamente essa diferença biológica e como ela se relaciona com a saúde cardiovascular, indo além da simples quantidade de horas dormidas.

Um estudo de longo prazo

Os dados utilizados vieram do UK Biobank, um dos maiores bancos de informações de saúde do mundo. Mais de 300 mil adultos foram acompanhados por até 14 anos, permitindo observar, ao longo do tempo, a ocorrência de eventos como infarto e AVC em diferentes perfis de sono.

Os resultados mostraram que pessoas com cronotipo claramente noturno apresentaram, de forma consistente, piores indicadores cardiovasculares em comparação àquelas com perfil intermediário ou mais matutino.

Indicadores do coração sob análise

Para avaliar a saúde cardiovascular, os pesquisadores utilizaram os critérios do Life’s Essential 8, da American Heart Association, que reúne oito pilares fundamentais da saúde do coração:

  • Qualidade do sono
  • Alimentação
  • Atividade física
  • Níveis de colesterol
  • Pressão arterial
  • Glicemia
  • Tabagismo
  • Peso corporal

Dentro desse conjunto, indivíduos noturnos tiveram desempenho inferior em vários aspectos, especialmente relacionados ao sono irregular e aos hábitos de vida associados.

Risco maior observado entre mulheres

Um dos achados mais relevantes do estudo foi que o impacto do cronotipo noturno se mostrou mais acentuado entre mulheres.

Segundo os autores, isso pode estar relacionado ao chamado desalinhamento do relógio biológico, quando o ritmo natural do corpo entra em conflito com horários de trabalho, responsabilidades familiares e exigências sociais.

Esse conflito favorece:

  • Privação crônica de sono
  • Alimentação fora de horários regulares
  • Maior estresse
  • Menor adesão à prática de exercícios

Todos esses fatores contribuem diretamente para o aumento do risco cardiovascular.

Dormir tarde não é o único vilão

Especialistas ressaltam que dormir tarde, por si só, não causa infarto. O problema está nos comportamentos que frequentemente acompanham a rotina noturna, como sedentarismo, tabagismo, consumo inadequado de alimentos e sono de baixa qualidade.

Ou seja, o cronotipo noturno funciona como um fator de risco indireto, ao favorecer hábitos que, somados ao longo dos anos, sobrecarregam o sistema cardiovascular.

Os autores do estudo destacam que os resultados reforçam a importância de considerar o ritmo biológico individual nas estratégias de prevenção cardiovascular.

Ajustar horários de sono, manter regularidade nas refeições e proteger a qualidade do descanso são medidas tão relevantes quanto controlar colesterol, pressão e glicemia.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Quebra-pedra - Reprodução

SUS irá usar quebra-pedra para tratamentos de pacientes

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas