Seja para aumentar a disposição ao longo do dia quanto para compor drinks em ocasiões especiais, as bebidas energéticas ganharam popularidade no Brasil, o que acabou reduzindo a percepção dos riscos associados ao consumo.
Entretanto, um caso recente ocorrido na Europa reacendeu um alerta urgente sobre o consumo excessivo desse tipo de bebida, já que elas foram apontadas como as principais responsáveis por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em um britânico de 50 anos.
Conforme divulgado pelo portal TNH1, o paciente chegou ao hospital com uma pressão arterial perigosamente alta (254/150 mmHg), além de apresentar bastante dificuldade de fala e locomoção, bem como uma dormência repentina no lado esquerdo do corpo.
Durante a análise dos hábitos do paciente, médicos constataram o consumo diário de cerca de oito latas de bebidas energéticas, quantidade que ultrapassa massivamente o limite máximo de 400 mg de cafeína recomendado por especialistas.
Mesmo após um longo período de tratamento, que também incluiu um “detox” de energéticos, o paciente não conseguiu se recuperar completamente, permanecendo sem a sensibilidade total do lado esquerdo do corpo. Por conta disso, os profissionais que cuidaram do caso passaram a defender maiores restrições para estas bebidas.
Os riscos do energético: conheça os perigos da bebida
Embora a quantidade de cafeína varie de acordo com a marca e o tamanho da lata, bebidas energéticas costumam apresentar grandes concentrações da substância, o que torna o consumo indiscriminado extremamente perigoso, podendo resultar nos seguintes riscos:
- Problemas cardíacos, como taquicardias e arritmias;
- Aumento da pressão arterial, aumentando o risco de picos hipertensivos, AVC e infarto;
- Estimulação excessiva do sistema nervoso central, causando ansiedade e nervosismo;
- Insônia;
- Dores de cabeça e tremores;
- Crises de pânico e convulsões (em casos extremos);
- Problemas digestivos, como gastrite, úlceras e refluxo;
- Desidratação causada pelo excesso de cafeína;
- Dependência.
Em suma, embora o consumo de bebidas energéticas não seja proibido e possa até ser funcional para algumas pessoas, é fundamental que ocorra de forma moderada, considerando que a ingestão excessiva pode acarretar graves consequências.






