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RG antigo ainda vale por mais alguns anos, mas tem um grupo que precisa trocar com urgência

Por Leticia Florenço
01/06/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Por muitos anos, o RG foi o principal documento de identificação no Brasil, passando de mão em mão, guardado na carteira e exigido em praticamente qualquer serviço.

Agora, ele começa a dividir espaço com um novo modelo que está mudando toda a forma de identificação no país, a Carteira de Identidade Nacional (CIN). E, apesar de ainda valer por bastante tempo, nem todo mundo pode deixar essa troca para depois.

O RG antigo ainda não “morreu”

O documento tradicional continua aceito em todo o Brasil até 28 de fevereiro de 2032. Só a partir de 1º de março de 2032 ele deixa de valer oficialmente como documento principal.

Na prática, isso significa que milhões de brasileiros ainda podem usá-lo normalmente por alguns anos. Porém, esse prazo longo não elimina a necessidade de atenção: a transição já começou e está avançando estado por estado.

A nova identidade muda tudo

A principal virada está no fato de que o Brasil está abandonando a lógica antiga de vários números de RG diferentes para cada estado. Agora, a nova identidade usa o CPF como número único nacional, criando um padrão único de identificação em todo o território.

Isso resolve um problema antigo: pessoas com mais de um RG, divergências de dados e dificuldades de integração entre sistemas estaduais.

O grupo que NÃO deveria esperar até 2032

Apesar do RG antigo ainda ser válido, existe um grupo que precisa acelerar a troca, porque pode enfrentar problemas práticos no dia a dia:

  • Quem tem RG muito antigo ou deteriorado
  • Pessoas com foto antiga que não representa mais a aparência atual
  • Quem precisa atualizar cadastros bancários
  • Quem vai emitir passaporte
  • Quem pretende participar de concursos públicos
  • Quem viaja com frequência para países do Mercosul

Nessas situações, o documento antigo pode gerar atraso, recusa de validação ou necessidade de atualização urgente.

Documento gratuito na primeira via e versão digital no celular

Uma das mudanças mais positivas é que a primeira emissão da CIN não tem custo em nenhum estado do país.

Além disso, depois de emitir o documento físico, o cidadão pode acessar a versão digital diretamente no celular por meio da plataforma oficial do governo federal Gov.br, que concentra serviços públicos e documentos digitais.

A nova Carteira de Identidade Nacional já pode ser emitida em todos os estados e no Distrito Federal. O agendamento depende de cada unidade de atendimento, e a procura tende a crescer conforme a população vai se adaptando ao novo modelo.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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