Os cartões corporativos permitem que colaboradores efetuem pagamentos de despesas relacionadas ao trabalho, posteriormente reembolsadas pelas empresas. Apesar de políticas internas estabelecidas, muitas compras realizadas durante viagens corporativas ainda são consideradas inadequadas segundo as normas de compliance.
Em 2025, as empresas registraram mais de 90 mil tentativas de reembolso não autorizadas, de acordo com levantamento da Paytrack, plataforma de gestão de despesas e viagens corporativas. Entre os gastos vetados, os relacionados a bebidas alcoólicas se destacaram, com os termos “dose” e “cerveja” acumulando mais de R$ 280 mil em despesas negadas ao longo do ano.
Reembolsos negados
Dentro da categoria de bebidas alcoólicas, o item “chopp” foi o mais frequentemente bloqueado, contabilizando cerca de 4,8 mil ocorrências. Outras bebidas, como cerveja, vodka e cachaça, juntas, resultaram em mais de R$ 435 mil em reembolsos negados em 2025.
No levantamento geral de despesas vetadas, a palavra “dose” liderou, aparecendo em mais de 22 mil registros — equivalente a 24,7% de todas as tentativas de reembolso indevido — e representando aproximadamente R$ 110 mil em gastos bloqueados.
O termo “cerveja” surgiu em 19,1% das tentativas, totalizando cerca de R$ 170 mil em despesas negadas. Além disso, itens alimentares, como “chocolate”, também foram identificados, com mais de 7 mil ocorrências, bloqueando aproximadamente R$ 45 mil em reembolsos.
Gastos nos cartões corporativos
O contexto brasileiro de gestão de despesas corporativas apresenta desafios além das tentativas de reembolsos indevidos. Estudos indicam que cerca de 35% dos profissionais ainda utilizam recursos próprios para custear despesas antes de solicitar reembolso, evidenciando lacunas nos sistemas de pagamento e controle de gastos das empresas.
Além disso, pesquisas sobre o uso de cartões corporativos e processos de reembolso mostram que poucas organizações conseguem efetuar pagamentos de forma ágil. A adoção de ferramentas digitais de gestão de despesas permanece restrita, o que pode comprometer a conformidade com políticas internas e aumentar a ocorrência de erros, recusas e atrasos nos reembolsos.





