A Justiça francesa intensificou, no começo de julho, uma investigação preliminar sobre a rede social X, que pertence ao bilionário Elon Musk, motivada por supostos indícios de viés nos algoritmos e extração indevida de dados.
E a decisão parece ter desagradado o empresário, uma vez que, nesta segunda-feira (21), Musk não só negou todas as acusações, como ainda afirmou que não cooperaria com a investigação.
Através de sua conta no Global Government Affairs, o perfil oficial da X ainda emitiu uma nota, alegando que a investigação está “distorcendo a lei francesa para atender a uma agenda política e, em última análise, restringir a liberdade de expressão”, e que por conta disso, decidiu recusar o pedido do Ministério Público de Paris.
A empresa ainda contestou a condução da investigação sob o enquadramento de crime organizado, alegando que tal abordagem pode justificar medidas invasivas, como o monitoramento de dispositivos pessoais de seus colaboradores.
Além disso, a X também declarou ter oferecido um canal seguro para o compartilhamento de informações com acesso restrito aos investigadores, mas ainda não havia recebido uma resposta oficial.
Autoridades podem impor medidas contra executivos de Elon Musk
Diante da negativa de colaboração, a polícia francesa poderá conduzir buscas, monitoramentos e escutas contra executivos ligados a Elon Musk, e convocá-los para depor, caso seja necessário. E vale destacar que o não cumprimento poderá resultar na emissão de mandado de prisão.
A investigação contra a X teve início no final de 2023, sob alegação da empresa ter violado regras de transparência digital contra conteúdo ilegal, conhecidas como “Lei de Serviços Digitais”.
Até o momento, a promotoria de Paris não respondeu às alegações de parcialidade política feitas pela rede social de Musk. Contudo, o órgão confirmou ter solicitado judicialmente, no dia 19 de julho, acesso exclusivo ao algoritmo da X.






