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Recurso do WhatsApp em teste pode surpreender e irritar usuários dentro de casa

Por Leticia Florenço
07/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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WhatsApp - Reprodução/Agência Brasil

WhatsApp - Reprodução/Agência Brasil

O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais usado no Brasil, está testando uma função que pode mudar a forma como as pessoas interagem em grupos, especialmente aqueles formados por familiares, amigos próximos e colegas de trabalho.

O recurso, chamado “compartilhamento de histórico recente”, permitirá que novos participantes visualizem mensagens enviadas até 24 horas antes de sua entrada no grupo.

Essa novidade quebra uma regra tradicional do aplicativo: até agora, quem era adicionado a um grupo só tinha acesso às mensagens enviadas após sua entrada. Com a mudança, conversas anteriores poderão ser lidas por quem acabou de chegar, o que pode gerar surpresa, desconforto e até conflitos.

Por que o novo recurso pode causar situações delicadas

Em muitos grupos, especialmente os familiares, é comum que comentários sejam feitos sem a expectativa de que outras pessoas venham a ler depois. Brincadeiras internas, críticas veladas, desabafos e discussões momentâneas podem acabar sendo visualizados por alguém que não participou do contexto original da conversa.

Isso abre espaço para mal-entendidos, interpretações equivocadas e até atritos dentro de casa. Um parente adicionado posteriormente pode se deparar com mensagens que não foram pensadas para ele, o que pode gerar constrangimento e questionamentos desnecessários.

O que muda na prática para quem entra em um grupo

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Caso o recurso esteja ativado pelo administrador, o novo integrante poderá acessar automaticamente as mensagens trocadas nas últimas 24 horas antes de sua entrada. Testes indicam que o WhatsApp avalia também outras possibilidades, como:

  • Limitar o histórico a um número máximo de mensagens
  • Estabelecer um teto de até 1.000 mensagens recentes
  • Ajustar o período de tempo exibido conforme o tamanho ou atividade do grupo

A ideia é evitar que grupos muito movimentados fiquem pesados ou confusos para quem está chegando agora.

Onde o recurso já está aparecendo

A função já foi identificada em versões beta do WhatsApp, como a 2.25.36.11 para Android, o que indica que o recurso ainda está em fase de testes e pode sofrer alterações antes de ser liberado para o público geral.

Por enquanto, apenas usuários participantes do programa beta conseguem visualizar ou testar a novidade. Ainda não há data oficial para o lançamento definitivo.

Administradores terão papel central na decisão

Um ponto importante é que o compartilhamento do histórico não será obrigatório. Tudo indica que o WhatsApp permitirá que o administrador do grupo escolha se o recurso será ativado ou não, diretamente nas configurações.

Isso dá mais controle aos responsáveis pelos grupos, mas também traz uma nova responsabilidade: decidir se vale a pena expor conversas recentes a novos membros ou manter a privacidade como funciona hoje.

Como funciona a segurança e a criptografia das mensagens

Mesmo com o compartilhamento do histórico recente, o WhatsApp garante que a criptografia de ponta a ponta será mantida. A empresa não terá acesso ao conteúdo das conversas.

O processo funcionará da seguinte forma:

  • Quando alguém entra no grupo, o sistema seleciona automaticamente um membro atual
  • Esse participante recriptografa as mensagens recentes
  • O conteúdo é reenviado ao novo integrante com uma chave exclusiva

Assim, apenas pessoas autorizadas dentro do grupo conseguem visualizar as mensagens.

Comparação com outros aplicativos de mensagens

A novidade aproxima o WhatsApp de recursos já disponíveis em aplicativos concorrentes, como o Telegram, onde o histórico completo pode ser acessado por novos membros, dependendo da configuração do grupo.

No entanto, o WhatsApp adota uma abordagem mais cautelosa, com limites claros de tempo ou quantidade de mensagens, buscando equilibrar praticidade e privacidade.

Enquanto alguns usuários veem a novidade como uma forma prática de integrar novos membros sem repetições desnecessárias, outros enxergam um risco direto à privacidade e à liberdade de conversa.

O sucesso do recurso dependerá, principalmente, de como o WhatsApp permitirá o controle da função e de quão claros serão os avisos aos usuários quando o histórico estiver sendo compartilhado.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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