As quedas em pessoas idosas resultam da interação entre condições de saúde e características do ambiente em que vivem. Pesquisas apontam que aproximadamente 40% desses episódios estão associados a fatores externos, como calçadas danificadas, buracos, desníveis e iluminação precária.
Essas condições são classificadas como riscos extrínsecos, já que não estão ligadas diretamente ao estado físico do indivíduo, mas sim à qualidade da infraestrutura urbana.
No Brasil, levantamentos indicam que cerca de 27,6% dos idosos sofrem pelo menos uma queda ao longo de um ano.
Queda de idosos
Os dados do estudo ELSI-Brasil, conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reforçam essa associação entre ambiente urbano e risco de quedas.
A pesquisa aponta que quatro em cada dez idosos que vivem em cidades relatam medo de cair em razão de problemas nas vias públicas.
O índice é mais elevado entre mulheres, alcançando 50,5%, e aumenta progressivamente com a idade, chegando a 63,1% entre pessoas com 80 anos ou mais.
Essas quedas frequentemente resultam em consequências importantes, como fraturas, internações hospitalares e perda de autonomia, com impacto direto na qualidade de vida.
Mesmo nos casos sem lesões físicas graves, os efeitos psicológicos são relevantes, já que o receio de novas quedas pode levar à redução da mobilidade e ao isolamento, com idosos evitando sair de casa.
Condições urbanas
As condições urbanas têm papel direto nesse cenário. Calçadas bem conservadas, contínuas, acessíveis e iluminadas oferecem mais segurança para a locomoção de idosos.
Já locais com buracos, desníveis, pisos danificados e falta de rampas dificultam a mobilidade e aumentam o risco de acidentes.
De forma geral, estudos mostram que as quedas não dependem apenas da saúde individual. A qualidade da infraestrutura urbana é determinante para a segurança e influencia a autonomia e a qualidade de vida dessa população.
Por isso, especialistas destacam que a prevenção envolve tanto cuidados de saúde quanto melhorias nas cidades, como acessibilidade, manutenção de calçadas e planejamento urbano adequado.






