Nos últimos anos, o mercado financeiro passou a destacar as chamadas “caixinhas”, “cofrinhos” ou “porquinhos” — áreas virtuais dentro das contas bancárias que funcionam como aplicações financeiras segregadas, destinadas a metas específicas, como viagens, compras ou formação de reserva de emergência. Apesar das diferentes denominações usadas por cada instituição, o conceito e o funcionamento são bastante similares.
Essas aplicações costumam oferecer rendimentos próximos a 100% do CDI, pois são lastreadas em títulos de renda fixa com liquidez diária, como CDBs, RDBs e títulos públicos. Com a taxa Selic atualmente em torno de 15% ao ano, a rentabilidade mensal pode ultrapassar 1%, o que representa ganhos de cerca de R$ 10 para cada R$ 1.000 aplicados, já considerando os impostos.
Além disso, algumas instituições disponibilizam versões “turbo” dessas aplicações, que podem elevar os rendimentos para até 120% do CDI, mediante o cumprimento de requisitos, como movimentação mínima mensal ou adesão a planos exclusivos.
Caixinhas de dinheiro
- Itaú: encerrou a conta remunerada Iti e passou a oferecer cofrinhos no aplicativo principal, com rendimento de 100% do CDI.
- Nubank: mantém conta remunerada e diferentes tipos de caixinhas, com rendimentos que podem chegar a 120% do CDI para clientes com maior movimentação ou planos premium.
- Banco Inter: oferece aplicações isentas de imposto de renda na modalidade LCI, porém com prazo de carência maior.
- PicPay: paga 102% do CDI no cofrinho simples e até 121% no turbo, disponível para assinantes do serviço PicPay+.
- Banco do Brasil: possui uma caixinha vinculada a um fundo de renda fixa, com rentabilidade inferior ao CDI e incidência de taxas que reduzem o retorno final.
Em síntese, a decisão entre as diversas alternativas disponíveis deve considerar o perfil do investidor, o montante e a regularidade das movimentações financeiras, bem como a preferência pela instituição financeira. Enquanto as fintechs focam em oferecer maior flexibilidade e rentabilidade atrativa para atrair clientes, os bancos tradicionais procuram inovar e adaptar seus produtos para continuar competitivos em um mercado cada vez mais dinâmico.





