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Psicologia ensina como saber se uma pessoa é má

Por Karoline Calumbi
23/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Pesquisadores da Universidade de Western Ontario, no Canadá, propuseram recentemente um ajuste relevante nesse campo: a expansão da chamada “tríade obscura” para “tétrade obscura”, incluindo o sadismo entre os principais indicadores de comportamento malévolo.

O estudo, que envolveu mais de 200 estudantes universitários, reforçou a existência de quatro características que, quando presentes de forma acentuada, podem revelar personalidades potencialmente nocivas: narcisismo, maquiavelismo, psicopatia e sadismo.

Vale mencionar que essas dimensões são associadas a indivíduos frios, manipuladores e desprovidos de empatia, o que popularmente pode ser interpretado como “ser uma pessoa má”.

O novo quarteto do mal da psicologia

O conceito de tríade obscura já era amplamente conhecido na literatura científica. Ele envolve três traços centrais: o narcisismo (caracterizado por egocentrismo e necessidade constante de validação), o maquiavelismo (uso da manipulação como estratégia de poder) e a psicopatia (falta de empatia e impulsividade).

Vale mencionar que a proposta de incluir o sadismo nessa tríade amplia a compreensão sobre indivíduos que sentem prazer ao causar sofrimento. Isso porque, segundo os pesquisadores, esse traço tem nuances distintas, embora se sobreponha parcialmente às outras três características.

Na prática, pessoas com altos níveis de sadismo podem se divertir ao humilhar, ofender ou causar dano aos outros, o que reforça seu impacto negativo em relações interpessoais.

Outro detalhe importante é que tais traços, ainda que presentes em parte da população, não configuram automaticamente um transtorno de personalidade. A psicologia ressalta que o diagnóstico formal requer avaliação clínica e múltiplos fatores devem ser considerados.

Como lidar com pessoas difíceis

Dessa forma, mesmo sem rótulos clínicos, aprender a identificar comportamentos prejudiciais pode ajudar a preservar o bem-estar. Estratégias como estabelecer limites, manter a calma e praticar a escuta ativa são fundamentais para quem convive com pessoas emocionalmente tóxicas.

É importante mencionar que, em casos extremos, afastar-se e buscar apoio psicológico são atitudes recomendadas. Afinal, a diferença entre alguém ser uma pessoa má e não ter caráter pode ser sutil, mas ambas as condições geram impactos emocionais significativos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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