O quadro político para as eleições presidenciais de 2026 começa a ganhar forma, e o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), desponta como um dos principais nomes da oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
À frente de seu segundo mandato, em fase final, Ratinho registrou em agosto o maior patamar de aprovação de sua gestão: 85% dos eleitores paranaenses avaliam positivamente sua administração, enquanto 11,6% a reprovam. Esses índices reforçam sua projeção no cenário nacional, especialmente em contraste com a alta rejeição a Lula no estado, onde 65,4% desaprovam o governo federal.
Concorrentes de Lula
Nos últimos meses, Ratinho Junior tem intensificado sua movimentação política e ampliado a visibilidade no cenário nacional. Em agosto, recebeu no Palácio Iguaçu o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em um encontro visto como gesto de aproximação e possível ensaio para uma aliança futura. Zema, por sua vez, já anunciou oficialmente que lançará sua pré-candidatura à Presidência em 16 de agosto, em São Paulo.
Apesar de manter cautela quanto a uma candidatura própria, Ratinho defende a união das forças de direita em torno de um nome competitivo no segundo turno, deixando claro que está aberto a participar de um projeto nacional de maior envergadura.
Enquanto Romeu Zema intensifica as críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, apontando supostos excessos no caso envolvendo Jair Bolsonaro, Ratinho Junior prefere uma postura mais moderada, defendendo a necessidade de “paz institucional” como requisito fundamental para o avanço econômico e social do país.
Outros candidatos
Além de Ratinho e Zema, outros governadores aparecem como possíveis candidatos:
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – já oficializou sua pré-candidatura em abril.
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – considerado alternativa de peso caso Jair Bolsonaro (PL) permaneça inelegível.
- Eduardo Leite (PSD) – cogitado internamente por seu partido como possível nome para a disputa.
Além disso, o cenário eleitoral segue marcado por incertezas devido à prisão domiciliar de Bolsonaro e às indefinições em torno do PL da Anistia.





