O Halloween, celebrado tradicionalmente no dia 31 de outubro, vem conquistando cada vez mais espaço no Brasil.
Entre fantasias criativas, decorações temáticas e a famosa brincadeira de “doces ou travessuras”, a data se tornou especialmente querida pelas crianças, mas também atrai adultos que aproveitam o clima de diversão. Apesar de sua popularidade, a celebração tem enfrentado resistência em algumas regiões do país.
Proposta de proibição nas escolas
Em Santa Catarina, um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa visa proibir a realização de atividades de Halloween nas escolas públicas. A principal preocupação é o impacto emocional que cenas de terror, morte ou violência podem causar nos alunos.
Pais e crianças relataram situações de medo intenso durante as atividades, o que, segundo especialistas, pode prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento emocional.
Justificativa do autor do projeto
Marcos da Rosa (União Brasil), responsável pela iniciativa, argumenta que a escola deve ser um espaço de acolhimento e segurança. “Sou pai de três filhos e sei, como qualquer pai ou mãe, o quanto o medo afeta o desenvolvimento emocional das crianças.
Quando uma criança se sente ameaçada, o aprendizado deixa de existir”, afirmou. Para ele, priorizar o bem-estar infantil é mais importante do que manter tradições importadas que podem gerar trauma.
Processo de sanção e expectativa
Embora aprovado pelos parlamentares, o projeto ainda depende da sanção do governador Jorginho Mello. Marcos da Rosa se mostrou confiante de que a medida será oficialmente sancionada, destacando que a proteção e o cuidado das crianças são prioridades do governo.
Caso seja oficializada, a lei restringirá o Halloween apenas às celebrações privadas, sem afetar festas em residências ou eventos comerciais.
Impactos e debates na sociedade
A proposta dividiu opiniões. Para alguns pais e educadores, a proibição é necessária para proteger as crianças de experiências assustadoras.
Por outro lado, críticos afirmam que limitar a celebração impede que os alunos vivenciem experiências culturais e criativas, essenciais para o desenvolvimento social e emocional. O debate reflete a tensão entre tradição, segurança e liberdade cultural no ambiente escolar.
O caso de Santa Catarina mostra como celebrações internacionais, quando adaptadas ao contexto brasileiro, podem gerar discussões significativas.
A decisão final sobre a sanção do projeto poderá servir de referência para outros estados, equilibrando cuidado com crianças e respeito às tradições culturais importadas, em um delicado jogo entre diversão e proteção.






