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Prisão por fraude no Caixa Tem foi confirmada

Por Leticia Florenço
25/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Prisão - Reprodução/iStock

Prisão - Reprodução/iStock

Na manhã da última sexta-feira (19), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Farra Brasil 14, focada em investigar fraudes milionárias envolvendo o aplicativo CAIXA TEM.

A ação foi realizada em parceria com a Corregedoria da Caixa Econômica Federal e a Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude, reforçando a cooperação entre órgãos de fiscalização e segurança.

Mandados cumpridos e prisões

Seis mandados de prisão preventiva foram executados nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante a operação, um funcionário da Caixa foi preso em flagrante após alterar dados de aproximadamente 150 clientes, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil.

O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e responderá pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informação, permanecendo à disposição da Justiça do Rio de Janeiro.

Como funcionava o esquema de fraudes

Segundo a PF, a organização criminosa oferecia propina a funcionários da Caixa e de casas lotéricas para acessar indevidamente contas de terceiros. Entre as fraudes detectadas estavam:

  • Saques irregulares de FGTS, Seguro-Desemprego e outros benefícios sociais do governo.
  • Facilitação de acessos ilegais, em alguns casos com um único funcionário recebendo mais de R$ 300 mil.

A maior parte das vítimas eram beneficiários de programas sociais, mas trabalhadores em geral também foram afetados. Desde a criação do CAIXA TEM, em abril de 2020, 749 mil processos de contestação foram registrados, com a Caixa ressarcindo mais de R$ 2 bilhões.

Histórico da investigação

Na primeira fase da operação, realizada em abril de 2025, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, e 16 investigados receberam medidas cautelares. As prisões recentes foram decretadas após a PF reunir evidências de que o grupo continuava praticando fraudes.

Os investigados respondem por uma série de crimes, entre eles:

  • Organização criminosa
  • Furto qualificado
  • Corrupção ativa e passiva
  • Inserção de dados falsos em sistemas de informação

Até o momento, a Caixa Econômica Federal foi contatada pela imprensa, mas não havia se manifestado oficialmente sobre a operação.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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