As novas regras para quem deseja solicitar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começaram a valer recentemente e já estão mudando a forma como milhões de brasileiros encaram o processo para tirar o documento.
Criado com o objetivo de reduzir custos, diminuir a burocracia e facilitar o acesso à primeira habilitação, o novo modelo digitalizado da CNH tem atraído grande adesão em todo o país.
Nesse contexto, a história da primeira brasileira a concluir o processo pelas novas normas ajuda a explicar por que, até agora, dirigir legalmente era um desafio distante para muita gente.
Primeira brasileira a obter CNH no novo modelo revela motivo de não ter tirado antes
A pioneira é Andreza Lima dos Santos, de 27 anos, empregada doméstica e moradora de João Pessoa, na Paraíba.
Mãe de dois filhos, ela migrou do interior do estado ainda jovem em busca de trabalho e renda. Apesar de já utilizar motocicleta no dia a dia, Andreza nunca havia conseguido tirar a habilitação.
O motivo, segundo ela, era simples e comum a milhões de brasileiros: faltavam tempo e dinheiro para cumprir todas as exigências do modelo tradicional.
Andreza contou que o alto valor cobrado pelas autoescolas e a necessidade de se ausentar do trabalho por vários dias tornavam o processo inviável. A rotina apertada e o risco de perder renda pesavam mais do que o desejo de regularizar a situação.
Com o novo modelo, porém, grande parte das etapas pôde ser iniciada de forma digital, o que reduziu deslocamentos e permitiu conciliar o processo com o trabalho.
Para ela, a mudança trouxe mais tranquilidade e segurança, além da sensação de finalmente estar dentro da lei.
Novas regras para solicitar CNH facilitam o processo
O novo formato da CNH foi desenvolvido para centralizar todo o processo em uma plataforma digital, acessível pelo aplicativo CNH do Brasil.
Entre as principais mudanças está o fim da obrigatoriedade de matrícula em autoescola. O candidato continua precisando ser aprovado nas provas teórica e prática, mas pode estudar gratuitamente pela plataforma oficial, sem carga horária mínima fixa.
As aulas teóricas são oferecidas em diferentes formatos, como vídeos e textos, permitindo que cada pessoa estude no próprio ritmo.
Na parte prática, a exigência mínima de aulas foi reduzida, e o candidato pode optar por aprender com instrutores autônomos credenciados ou em autoescolas, inclusive utilizando veículo próprio, desde que atenda às normas de segurança.
Exames médicos, avaliações finais e registros biométricos continuam obrigatórios.
A expectativa do governo é que o novo modelo torne a habilitação mais acessível, reduza a informalidade e contribua para um trânsito mais seguro, permitindo que histórias como a de Andreza deixem de ser exceção.





