O pré-diabetes é uma condição silenciosa, marcada por níveis de glicose no sangue mais altos do que o normal, mas ainda abaixo do limite considerado para o diagnóstico de diabetes tipo 2.
Sem sintomas aparentes no início, essa fase intermediária pode evoluir para a forma crônica da doença se não houver mudanças nos hábitos de vida.
Embora fatores como sedentarismo, alimentação desbalanceada e predisposição genética sejam bem conhecidos, um novo estudo revela que um comportamento cada vez mais comum entre os brasileiros pode também estar associado ao aumento do risco de desenvolver pré-diabetes.
Pré-diabetes tem risco maior com hábito que virou famoso no Brasil
A pesquisa, publicada na revista científica AJPM Focus, analisou dados de mais de 1,2 milhão de pessoas nos Estados Unidos.
O levantamento, realizado com base em entrevistas telefônicas conduzidas pelo CDC (Centro de Controle de Doenças), investigou a relação entre o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes ou pods, e o surgimento de quadros de pré-diabetes ou diabetes.
Os resultados chamam atenção: pessoas que fazem uso exclusivo de cigarros eletrônicos têm uma probabilidade 7% maior de apresentar pré-diabetes em comparação com quem não fuma.
Aqueles que combinam o uso de vapes com cigarros convencionais enfrentam um risco ainda mais elevado, com chances 28% maiores de desenvolver a condição. Para os que fumam apenas tabaco tradicional, o aumento do risco é de 15%.
Além de pré-diabetes, uso de vapes oferece outros riscos
Embora os vapes sejam muitas vezes promovidos como alternativas “mais seguras” aos cigarros comuns, os dados apontam para um cenário preocupante.
Além dos impactos pulmonares já conhecidos, os dispositivos também parecem afetar o metabolismo de forma significativa, aumentando a suscetibilidade a doenças crônicas.
Especialistas acreditam que compostos presentes nos líquidos vaporizados, como nicotina e outras substâncias químicas, podem interferir no equilíbrio da glicose no sangue.
No Brasil, o uso desses dispositivos se espalhou rapidamente, especialmente entre jovens de 18 a 24 anos, apesar de sua venda ser proibida pela Anvisa. A popularidade, aliada à falsa sensação de segurança, contribui para a manutenção e crescimento desse hábito.
Evitar o uso de cigarros eletrônicos e adotar uma rotina de exercícios físicos, alimentação balanceada e controle do estresse são formas eficazes de reduzir o risco de pré-diabetes.
O alerta está dado: o vape pode parecer inofensivo, mas seus efeitos vão muito além da fumaça.






