Com a chegada do verão neste início de 2026, marcado por temperaturas elevadas em praticamente todo o Brasil, ir à praia volta a ser uma das opções mais procuradas por moradores e turistas.
O calor intenso leva milhares de pessoas ao litoral em busca de lazer, descanso e contato com o mar.
No entanto, em uma das praias mais conhecidas do país, frequentadores têm relatado dificuldades para aproveitar a faixa de areia devido à ocupação irregular por guarda-sóis de ambulantes, que estariam condicionando o uso do espaço à cobrança de consumo mínimo, prática proibida por lei.
Praia brasileira tem espaço bloqueado por guarda-sóis de ambulantes
A situação tem sido registrada no Guarujá, no litoral de São Paulo, especificamente na Praia de Pernambuco, um dos cartões-postais da cidade.
Segundo relatos de moradores e visitantes, vendedores ambulantes estariam posicionando guarda-sóis e cadeiras de forma antecipada, ocupando grandes trechos da areia e reduzindo o espaço livre disponível para quem deseja apenas estender uma toalha ou permanecer na praia sem consumir produtos.
Em alguns casos, o uso das estruturas estaria sendo liberado apenas mediante a exigência de gastos mínimos que variam entre R$ 350 e R$ 450.
Esse tipo de prática gera impacto direto na experiência de banhistas e turistas. Além de dificultar a circulação e a permanência na praia, a ocupação excessiva contribui para a sensação de privatização de um espaço que é público.
A Praia de Pernambuco já sofre com a redução natural de sua faixa de areia em razão da erosão costeira, o que torna ainda mais sensível qualquer uso irregular do espaço.
Com menos área disponível, a presença de estruturas montadas além do permitido agrava conflitos e afasta frequentadores.
Moradores também apontam problemas ambientais e sanitários associados à atuação irregular dos ambulantes, como descarte inadequado de resíduos e uso indevido da areia para atividades que deveriam ocorrer em locais apropriados.
Esses fatores afetam não apenas quem está na praia, mas também a imagem turística da cidade, que depende da boa organização de seus espaços públicos.
Lei não permite reserva de espaços na praia e consumação mínima
A legislação municipal do Guarujá é clara ao determinar que não é permitida a reserva de áreas fixas na faixa de areia nem a cobrança de consumo mínimo para o uso de cadeiras e guarda-sóis.
As normas estabelecem que esses equipamentos devem permanecer desmontados e só podem ser instalados quando solicitados pelo cliente, sem qualquer tipo de imposição financeira.
A prefeitura informa que realiza fiscalizações diárias e que, diante de irregularidades, pode aplicar sanções como apreensão de materiais e multas.
Mesmo com as regras em vigor, a repetição das denúncias mostra que o desafio permanece, especialmente em períodos de alta temporada, quando a pressão sobre as praias aumenta e o controle se torna mais complexo.






