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Polêmica dentro de casa coloca Junior e Xororó na Justiça e ação pede R$ 100 mil

Por Leticia Florenço
25/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Uma disputa envolvendo contrato de aluguel colocou o cantor Junior Lima e seu pai, Xororó, no centro de um processo judicial que pede cerca de R$ 100 mil.

O caso, revelado pela colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, ganhou repercussão justamente por envolver uma família conhecida por manter a vida pessoal longe dos holofotes.

Apesar da fama construída ao longo de décadas, os integrantes do clã sempre cultivaram uma imagem discreta. Por isso, a controvérsia rapidamente chamou a atenção do público e do meio artístico.

Origem da ação judicial

O processo foi movido pelo empresário Décio Yoshimoto, proprietário do imóvel alugado por Junior. No contrato, os pais do cantor, Noely e Xororó, aparecem como fiadores.

Segundo Yoshimoto, o músico teria rescindido o acordo antes do prazo mínimo previsto, o que, na visão do proprietário, gera obrigação de pagamento da multa contratual.

A cobrança gira em torno de R$ 100 mil e se baseia na alegação de quebra antecipada do vínculo locatício. O proprietário sustenta que não houve justificativa válida para a saída antes do tempo estipulado.

A versão apresentada por Junior

A defesa do cantor apresenta uma narrativa diferente. Nos autos, Junior afirma que decidiu deixar o imóvel porque a residência apresentava condições inadequadas de habitabilidade, especialmente por causa de umidade excessiva e presença persistente de mofo.

Segundo a argumentação, esses problemas poderiam oferecer riscos à saúde dos ocupantes, o que justificaria a rescisão sem pagamento de multa. Com base nisso, os advogados pediram que a cobrança seja considerada indevida e que qualquer execução do débito fique suspensa até decisão definitiva.

Decisão judicial determina perícia técnica

Diante do impasse entre as versões, o juiz Sérgio Ludovico Martins, da 7ª Vara Cível de Santo Amaro, determinou a realização de uma perícia de engenharia civil. O objetivo é esclarecer tecnicamente as condições do imóvel e identificar a origem dos problemas apontados.

O perito deverá responder pontos cruciais, como a existência de infiltrações estruturais, a causa do mofo e a eventual presença de risco à saúde. Também será analisado se as falhas decorrem de responsabilidade do proprietário ou de fatores externos, como uso inadequado ou condições ambientais.

Após o início dos trabalhos, o laudo técnico deverá ser entregue em até 30 dias, podendo influenciar diretamente o desfecho do processo.

Garantia apresentada no processo

Enquanto a disputa segue em análise, Junior e seus pais indicaram um automóvel como garantia judicial do valor cobrado. A medida é comum em processos desse tipo e serve para assegurar eventual pagamento caso a Justiça entenda que a multa é devida.

A estratégia também reforça a posição da defesa de que a discussão principal deve se concentrar na legalidade da cobrança, especialmente diante das alegações de problemas estruturais no imóvel.

O papel da Lei do Inquilinato no conflito

O caso gira em torno da aplicação da Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), que regula as locações urbanas no Brasil e estabelece direitos e deveres tanto para proprietários quanto para inquilinos.

A legislação prevê que o locatário pode rescindir o contrato sem multa em situações específicas, entre elas quando o imóvel apresenta defeitos que comprometam seu uso normal ou ofereçam risco à saúde.

Contudo, para que essa exceção seja reconhecida, normalmente é necessária comprovação técnica, justamente o que a perícia judicial pretende esclarecer. Por outro lado, se ficar demonstrado que o imóvel estava em condições adequadas, a tendência é que a multa por rescisão antecipada seja considerada válida.

Repercussão e próximos passos

Embora disputas locatícias sejam comuns no país, o envolvimento de nomes conhecidos como Junior e Xororó ampliou a visibilidade do caso. A expectativa agora gira em torno do laudo pericial, que deve servir como peça-chave para a decisão final.

Até que a análise técnica seja concluída e o mérito julgado, o processo segue em andamento na Justiça paulista.

O desfecho poderá não apenas definir a responsabilidade financeira no caso específico, mas também servir de referência para situações semelhantes envolvendo rescisão de contratos por alegações de problemas estruturais em imóveis alugados.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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