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Pix vai ganhar cobrança híbrida com boleto e QR Code em uma única tela a partir de julho

Por Leticia Florenço
25/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Facilidade nos pagamentos - Foto: (Imagem/Reprodução)

Facilidade nos pagamentos - Foto: (Imagem/Reprodução)

O sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil deve passar por uma nova rodada de mudanças nos próximos meses.

As novidades previstas para julho prometem ampliar ainda mais o alcance do Pix no cotidiano dos brasileiros, trazendo funcionalidades que podem transformar a forma como consumidores, empresas e instituições financeiras realizam pagamentos.

Entre as principais mudanças está a criação da chamada cobrança híbrida, que permitirá reunir boleto bancário e QR Code do Pix em um único documento. Além disso, o Banco Central também discute melhorias no Pix Automático, no sistema de contestação de transações e até no uso do campo de descrição das operações.

As alterações fazem parte do processo contínuo de modernização do Pix, que já se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados no país desde seu lançamento.

Cobrança promete revolucionar pagamentos

Uma das novidades mais aguardadas é a implementação da cobrança híbrida, mecanismo que vai unir o boleto tradicional e o QR Code do Pix em uma mesma tela ou documento.

Na prática, empresas poderão emitir apenas uma cobrança, permitindo que o cliente escolha como deseja pagar: utilizando o código de barras convencional ou realizando a transferência instantânea via Pix.

A proposta elimina a necessidade de emissão de dois documentos separados, reduzindo burocracias e simplificando a rotina financeira de empresas e consumidores.

A tendência é que a novidade seja adotada rapidamente por lojas virtuais, prestadores de serviço, escolas, operadoras de internet, academias e diversas empresas que trabalham com pagamentos recorrentes.

Consumidor terá mais praticidade na hora do pagamento

Com a integração entre boleto e Pix, o processo de pagamento deve se tornar mais rápido e intuitivo.

Hoje, muitas empresas ainda precisam oferecer alternativas separadas para clientes que desejam pagar via boleto ou Pix. Com o novo sistema, tudo ficará centralizado em um único ambiente. O consumidor poderá:

  • Copiar o código de barras tradicional;
  • Escanear o QR Code;
  • Pagar diretamente pelo aplicativo do banco;
  • Escolher a modalidade mais conveniente no momento.

A expectativa é que a mudança reduza atrasos em pagamentos e aumente a taxa de quitação de cobranças.

Banco Central quer evitar pagamentos duplicados

Apesar da praticidade, a novidade também exige cuidados técnicos para evitar falhas no sistema.

O Banco Central informou que trabalha em mecanismos de segurança para impedir situações de pagamento em duplicidade, principalmente em casos em que o consumidor tente pagar tanto o boleto quanto o QR Code da mesma cobrança.

A autoridade monetária também pretende aprimorar a comunicação entre bancos, fintechs e empresas para reduzir erros operacionais e garantir mais confiabilidade ao processo.

Contas-salário devem entrar no Pix Automático

Outra mudança importante envolve o Pix Automático, funcionalidade criada para facilitar pagamentos recorrentes, como:

  • Assinaturas digitais;
  • Mensalidades;
  • Contas de serviços;
  • Planos de streaming;
  • Academias;
  • Seguros;
  • Cobranças periódicas.

Até agora, apenas contas correntes e contas de pagamento podiam ser utilizadas nessa modalidade. Com a nova regulamentação, contas-salário também deverão ser habilitadas.

A mudança pode ampliar significativamente o alcance do sistema, permitindo que trabalhadores autorizem débitos automáticos diretamente na conta onde recebem seus salários.

Empresas poderão aumentar uso de cobranças automáticas

A inclusão das contas-salário no Pix Automático pode abrir espaço para uma nova expansão dos serviços financeiros digitais. Empresas terão maior facilidade para receber pagamentos recorrentes, enquanto consumidores poderão centralizar compromissos financeiros em uma única conta.

Segundo as regras em discussão, quando o recebedor for pessoa jurídica ou entidade não autorizada pelo Banco Central, deverão ser observadas exigências específicas do Pix Automático.

Já operações internas entre instituições financeiras continuarão seguindo regulamentações próprias definidas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central.

Botão de contestação do Pix também passará por mudanças

Outra frente de modernização envolve o mecanismo de contestação de transações via Pix.

O Banco Central pretende aprimorar o funcionamento do MED (Mecanismo Especial de Devolução), utilizado em casos de fraude, golpes e movimentações suspeitas.

A ideia é permitir que bancos e instituições financeiras coletem mais informações no momento em que o usuário solicita a contestação de uma operação. Com isso, o sistema poderá separar com mais precisão:

  • Fraudes reais;
  • Golpes financeiros;
  • Erros operacionais;
  • Desacordos comerciais;
  • Conflitos entre comprador e vendedor.

Campo de descrição do Pix pode ganhar novas regras

O Banco Central também está preocupado com o uso inadequado do campo de descrição das transações.

Originalmente criado para inserir informações simples sobre pagamentos, o espaço passou a ser utilizado em alguns casos para envio de mensagens ofensivas, intimidadoras ou ameaçadoras.

Segundo a autoridade monetária, o problema tem sido observado principalmente em transferências de valores baixos, usadas como forma de assédio ou provocação.

Agora, com a chegada de novas funcionalidades, o Banco Central tenta transformar o Pix em uma plataforma financeira ainda mais completa, integrando pagamentos automáticos, cobranças inteligentes e ferramentas adicionais de segurança.

A expectativa é que as mudanças previstas para julho acelerem ainda mais a digitalização financeira no Brasil e consolidem o Pix como principal meio de pagamento utilizado pelos brasileiros.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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