Na tarde do último domingo, 7 de setembro, pescadores que trabalhavam às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre, se depararam com uma cena perturbadora: uma perna humana boiando na água.
O caso imediatamente acionou as autoridades e reforçou uma linha de investigação que já vinha sendo seguida pela Polícia Civil. A nova descoberta ocorreu um dia após outra perna ter sido localizada na orla de Ipanema, na Zona Sul da capital gaúcha.
Com isso, os investigadores passaram a considerar fortemente que os membros pertençam à mesma vítima cujo tronco foi encontrado dentro de uma mala, abandonada no guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre.
Pescadores encontram perna humana: coisa assustadora
A mala, que permaneceu por cerca de 12 dias no local, foi aberta por funcionários devido ao forte odor. Dentro, o tronco de uma mulher. O crime, de natureza brutal, chocou a cidade. A principal hipótese é de feminicídio, com indícios de premeditação.
A polícia acredita que o autor do crime tentou atrasar a identificação da vítima, removendo extremidades dos membros e separando as partes do corpo, caso das pernas no rio. A cabeça, até agora, não foi localizada, o que dificulta a elaboração do laudo definitivo sobre a causa da morte.
O principal suspeito, Ricardo Jardim, já está preso. Ele havia sido condenado em 2018 por matar e concretar o corpo da própria mãe, e estava em liberdade monitorada desde janeiro deste ano. No entanto, falhou em cumprir os termos da liberação, tornando-se foragido meses depois.
A polícia afirma que Ricardo tinha um relacionamento com a vítima, uma mulher de mais de 60 anos, moradora de Porto Alegre e natural de Arroio Grande. Ela trabalhava como manicure.
Após encontrar pernas e tronco, polícia busca cabeça da vítima
A motivação do crime parece ser financeira. O suspeito teria se apossado dos cartões bancários da vítima e, segundo os investigadores, chegou a usar o celular dela para mandar mensagens aos familiares, tentando simular que ela ainda estava viva.
Nenhum desaparecimento foi registrado oficialmente, justamente porque as conversas que ele teve com familiares se passando por ela pareciam legítimas.
A Polícia Civil agora aguarda o resultado das análises genéticas que devem confirmar a identidade da vítima. Amostras foram coletadas de familiares.
A investigação também continua em busca da cabeça e de outros restos mortais, enquanto peritos analisam os dispositivos eletrônicos apreendidos com o suspeito para aprofundar a compreensão da dinâmica do crime.





