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Perder peso após os 50 requer foco em hormônios e treino certo

Por Leticia Florenço
07/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Balança - Reprodução/iStock

Balança - Reprodução/iStock

A partir dos 50, o corpo feminino entra em uma fase de profundas transformações. A queda do estrogênio desacelera o metabolismo, altera a distribuição de gordura e intensifica a perda natural de massa muscular.

De repente, a rotina alimentar que sempre funcionou já não traz o mesmo resultado na balança. É como se o corpo começasse a operar em outra lógica, gastar menos energia e estocar gordura com mais facilidade, especialmente na região abdominal.

Quando os níveis de estrogênio, progesterona e testosterona diminuem, o metabolismo basal também cai. O corpo passa a gastar menos calorias em repouso e a construir menos músculo, favorecendo o ganho de gordura.

Muitas mulheres sentem que engordam “do nada”, mesmo mantendo a mesma alimentação. Essa percepção é real: o organismo passa a trabalhar contra o emagrecimento quando os hormônios estão em desequilíbrio.

O perigo silencioso das dietas radicais

Frente ao aumento de peso, algumas mulheres recorrem a dietas rigorosas, acreditando que o corte de calorias trará resultados rápidos. E até traz, mas às custas do pior tipo de perda: a muscular.

Sem musculatura, o metabolismo cai ainda mais, a flacidez aumenta e a saúde óssea fica comprometida. Essa perda acelera a sarcopenia e pode abrir caminho para osteopenia e osteoporose. No fim, a mulher até “emagrece” na balança, mas perde saúde no percurso.

Após os 50, o foco não é apenas “queimar calorias”, mas reconstruir massa muscular. Musculação, treino resistido, pilates com carga e exercícios de força tornam-se aliados indispensáveis.

Quando o músculo cresce, o metabolismo acelera, o corpo volta a usar energia de forma eficiente e a gordura começa a diminuir. Caminhadas e aeróbicos são bem-vindos, mas não trazem o mesmo impacto na preservação da massa magra.

Alimentação inteligente para preservar músculos

Comer pouco não é a solução. Comer de forma estratégica é. Proteínas de alto valor biológico precisam estar presentes em todas as refeições: carnes magras, ovos, peixes, laticínios e leguminosas. Elas evitam a perda de massa muscular e aumentam a sensação de saciedade.

Carboidratos complexos e alimentos antioxidantes complementam a dieta, garantindo energia e controle da inflamação. Hidratação constante é fundamental para o equilíbrio hormonal e para a saúde da pele.

Sono, humor e disposição

A queda hormonal influencia também o sono e o humor. Noites mal dormidas elevam o cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal e aumenta o desejo por alimentos calóricos.

A irritabilidade e a fadiga diminuem a motivação para treinar, criando um ciclo em que a mulher se sente exausta, sem energia e cada vez mais distante do próprio corpo.

Quando indicada por um profissional, a reposição hormonal pode devolver equilíbrio ao organismo. Além de reduzir ondas de calor e melhorar o sono, pode facilitar o ganho de massa muscular e reduzir o acúmulo de gordura abdominal.

O tratamento é individual, ajustado de acordo com sintomas, exames e metas de cada paciente. Em muitos casos, a combinação entre reposição, treino de força e alimentação adequada cria um ambiente favorável para que o corpo volte a responder.

Emagrecer após os 50 é sobre ganhar saúde

O foco não é caber em um número menor de calça, mas preservar autonomia, força, disposição e autoestima. Quando o corpo ganha músculo, o metabolismo se acelera. Quando o sono melhora, o apetite se estabiliza.

Quando os hormônios são equilibrados, o processo volta a fluir. Em vez de lutar contra o corpo, trata-se de aprender a trabalhar com ele.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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