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Pendrive de britânico com R$ 21 milhões em bitcoin é jogado no lixo

Por Leticia Florenço
02/04/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Bitcoin - Reprodução/iStock

Bitcoin - Reprodução/iStock

A história que recentemente chocou o Reino Unido traz à tona não apenas a volatilidade das criptomoedas, mas também as consequências de uma simples falta de atenção.

Um pendrive aparentemente comum, descartado sem saber, continha cerca de R$ 21 milhões em Bitcoin. Esse episódio serve como um alerta sobre a importância do armazenamento seguro de ativos digitais e destaca as armadilhas que a tecnologia moderna, como o Bitcoin, pode trazer para os desavisados.

Início do erro

Ellie Hart, uma professora britânica da cidade de Market Harborough, estava em um processo de limpeza e organização em sua casa, quando se deparou com um pendrive velho em uma gaveta. Aparentemente sem valor, o pendrive estava acompanhado de itens como fios, pilhas e recibos antigos.

Sem saber do que se tratava, Ellie decidiu jogar tudo no lixo, achando que era um objeto desnecessário e antigo, possivelmente da escola.

O que Ellie não sabia é que, naquele pequeno pendrive preto, estava armazenado o que seria uma fortuna digital – Bitcoins, um dos ativos mais valiosos e voláteis da atualidade.

Descoberta do erro

A descoberta do erro ocorreu logo após o marido de Ellie, Tom, um desenvolvedor de 36 anos, começar a procurar por esse pendrive. Ele havia usado o dispositivo para armazenar seus Bitcoins, comprados em 2013, em um momento muito anterior ao boom das criptomoedas. Quando Ellie percebeu o que havia feito, ela imediatamente se desesperou.

Tom, embora surpreso e preocupado, não a culpou pelo incidente. Mesmo assim, a dor de saber que uma fortuna havia sido descartada foi avassaladora. O casal passou a revirar o lixo em busca do pequeno pendrive, mas a esperança de encontrá-lo era mínima.

Ellie, ao refletir sobre o ocorrido, lamentou profundamente e se referiu a esse momento como “o pior erro de sua vida.”

Fortuna perdida

O Bitcoin, adquirido por Tom em 2013, estava avaliado na época em valores bem menores, mas, com o tempo, seu preço disparou. A quantia investida, em torno de US$ 3,8 milhões (aproximadamente R$ 21 milhões), ficou perdida para sempre, pois, sem o pendrive e sem as chaves privadas, os Bitcoins não podiam ser acessados.

Esse caso chamou atenção por mostrar como algo tão valioso pode ser facilmente perdido ou ignorado, justamente por seu formato digital.

Importância de armazenar corretamente os ativos digitais

Hoje, muitas pessoas usam carteiras digitais online ou “carteiras quentes”, conectadas à internet, para armazenar suas criptomoedas. Essas carteiras, embora convenientes, são vulneráveis a ataques hackers e fraudes. Por outro lado, as carteiras frias, que são dispositivos de armazenamento offline, como pendrives e HDs protegidos por chaves privadas, são uma alternativa mais segura.

Entretanto, como no caso de Tom e Ellie, esses dispositivos de armazenamento também apresentam riscos. Um simples erro de identificação ou falta de atenção pode resultar na perda irreparável dos ativos. O armazenamento em locais seguros e a identificação desses dispositivos são fundamentais para evitar desastres como o que o casal vivenciou.

A história serve como um alerta para que os investidores e usuários de criptomoedas estejam atentos à segurança e ao armazenamento adequado de seus ativos, para que não corram o risco de perder fortunas por um simples erro de distração.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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