Em um mundo cada vez mais digital, a proteção dos dados tem se tornado uma necessidade cada vez mais urgente. Isso porque informações pessoais se tornaram itens de alto valor entre criminosos virtuais, levando em conta suas possibilidades de uso.
Inclusive, pesquisas recentes revelaram que passaportes escaneados de diversos países podem custar até US$ 5 mil em portais da dark web, viabilizando sua utilização em fraudes de identidade e outras práticas ilícitas.
De acordo com o levantamento, feito pelas empresas NordVPN, de privacidade digital, e Saily, que comercializa chips virtuais (eSIMs), é possível adquirir até mesmo “pacotes” do documento, com informações de membros da mesma família.
Os passaportes da União Europeia estão entre os mais valorizados, correspondendo aos preços mais altos. No entanto, os valores de venda começam em torno de US$ 10, dependendo da origem e da qualidade do documento.
Passaporte falsificado: o que fazer?
Caso haja suspeita de falsificação do passaporte, é essencial que o cidadão aja imediatamente para evitar maiores prejuízos. Para isso, deve-se seguir o seguinte procedimento:
Apresentar denúncia na Polícia Federal: seja em uma delegacia física ou por meio da delegacia online, é preciso registrar um boletim de ocorrência informando a suspeita de falsificação do passaporte. Com isso, o caso também será investigado pelas autoridades;
Solicitar um novo passaporte: com a denúncia de falsificação em mãos, basta solicitar um novo documento seguindo o procedimento padrão.
Como se proteger de golpes digitais?
Infelizmente, o passaporte não é o único documento visado por criminosos digitais. Portanto, para proteger os documentos e informações pessoais online, é fundamental adotar as seguintes medidas (via Veja):
- Guardar documentos sensíveis em cofres digitais criptografados, evitando pastas abertas ou drives desprotegidos;
- Evitar clicar em links de e-mails ou mensagens suspeitas;
- Manter dispositivos e aplicativos atualizados para reforçar a segurança;
- Utilizar VPNs confiáveis ao se conectar em redes Wi-Fi públicas, como de hotéis e aeroportos, para evitar o roubo de dados;
- Desconfiar de solicitações inesperadas de dados pessoais, selfies ou envio de documentos;
- Monitorar contas financeiras com frequência;
- Descartar documentos com informações sensíveis corretamente, destruindo-os completamente antes de jogar fora;
- Reportar rapidamente qualquer perda ou roubo de documentos às autoridades.






