O mercado de vinhos no Brasil tem registrado alterações relevantes no perfil de consumo, com aumento da procura por vinhos leves e espumantes, refletindo mudanças culturais e climáticas. Estudos recentes indicam que o setor continua em expansão, ajustando-se aos novos hábitos dos consumidores.
No primeiro trimestre de 2025, o país registrou um crescimento aproximado de 7% no volume total de vinhos comercializados, alcançando 82,5 milhões de litros e uma receita estimada em R$ 3,9 bilhões, conforme dados da Ideal BI Consulting divulgados durante a ProWine São Paulo. Nesse período, os vinhos tranquilos registraram aumento de 2,4% nas vendas, enquanto os espumantes apresentaram crescimento mais expressivo, de 10%, destacando-se como a categoria em maior evidência no consumo recente.
Paladar do brasileiro
O paladar brasileiro mostra mudanças na participação de segmentos tradicionais. Os vinhos tintos seguem predominando, mas os brancos cresceram 28% em 2025, segundo a Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), refletindo preferência por bebidas leves e refrescantes, adequadas ao clima quente e a ocasiões informais.
No segmento de espumantes, os brancos representam 69% do volume, contra 31% dos rosés, com moscatel liderando entre os nacionais e brut e extra brut nas importações. Esses dados indicam que o consumo de espumantes se expande além de datas festivas, incorporando momentos cotidianos e reforçando a adaptação do mercado às novas tendências do consumidor brasileiro.
Setor de vinhos
O setor vitivinícola brasileiro também tem mostrado avanços no mercado internacional. No primeiro semestre de 2025, as exportações de espumantes cresceram cerca de 30% em valor, passando de US$ 763 mil para US$ 991 mil em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as exportações de vinhos tiveram aumento superior a 20%, segundo o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis‑RS).Projeções de mercado da Deep Market Insights, indicam que o segmento de espumantes brasileiros possui potencial de expansão contínua no médio e longo prazo, com perspectiva de aumento da participação global e crescimento da receita nos próximos anos.





