O The New York Times divulgou sua lista anual com os dez melhores livros de 2025, igualmente divididos entre ficção e não ficção. A seleção, baseada na avaliação de editores e críticos do jornal, reúne títulos que vão de reconstruções históricas a investigações contemporâneas, evidenciando a amplitude temática do mercado editorial.
Na ficção, predominam narrativas que atravessam épocas e lugares, unindo história, introspecção e temas como identidade e memória. Na não ficção, destacam-se análises sobre a crise habitacional nos EUA, relatos sobre comunidades negras, biografias e histórias de sobrevivência, formando um conjunto de forte rigor jornalístico e sensibilidade social.
Top 10 livros de 2025
- Angel Down, Daniel Kraus — Thriller da Primeira Guerra que acompanha soldados enviados à Terra de Ninguém, onde um encontro sobrenatural desencadeia tensão e paranoia crescentes.
- The Director, Daniel Kehlmann — Romance sobre o cineasta G.W. Pabst, pressionado pelo regime nazista, que expõe os limites entre criação artística, propaganda e escolhas morais.
- The Loneliness of Sonia and Sunny, Kiran Desai — História de reencontros e deslocamentos que une passado e presente para discutir identidade, migração e conflitos familiares.
- The Sisters, Jonas Hassen Khemiri — Narrativa que segue três irmãs ao longo de décadas e continentes, revelando tensões, heranças culturais e segredos intergeracionais.
- Stone Yard Devotional, Charlotte Wood — Romance sobre uma mulher que busca recolhimento em uma comunidade religiosa isolada e é confrontada por memórias e eventos inesperados.
- A Marriage at Sea, Sophie Elmhirst — Relato real de um casal que enfrenta meses de sobrevivência após o naufrágio do veleiro, explorando limites físicos e emocionais.
- Mother Emanuel, Kevin Sack — Reconstrução do ataque racista de 2015 à igreja Mother Emanuel AME e de seus efeitos sobre a comunidade negra de Charleston.
- Mother Mary Comes to Me, Arundhati Roy — Memórias que reconstroem a formação da autora por meio de sua relação intensa e determinante com a mãe, Mary.
- There Is No Place for Us, Brian Goldstone — Investigação sobre a crise habitacional nos EUA, retratando trabalhadores que, apesar de empregos formais, vivem em instabilidade extrema.
- Wild Thing, Sue Prideaux — Biografia de Paul Gauguin que destaca sua trajetória incomum e sua busca persistente pela expressão artística.
Antes de apresentar os dez melhores livros, o The New York Times já havia publicado uma lista ampliada com cem lançamentos de destaque ao longo do ano. Embora ainda não estejam disponíveis em português, os livros podem ser encontrados em suas versões originais, tanto em formato digital quanto em livrarias especializadas.





