O monitoramento de asteroides próximos à Terra faz parte da rotina de agências espaciais como a NASA, nos Estados Unidos, e a ESA, na Europa. Essas instituições mantêm telescópios, satélites e sistemas automatizados voltados para o rastreamento de corpos celestes que cruzam a vizinhança terrestre.
No entanto, observar não é suficiente. Também é necessário preparar estratégias concretas para lidar com cenários de colisão. O risco, mesmo que remoto, exige atenção constante, e organizações internacionais trabalham com a hipótese de que, em algum momento, um asteroide possa de fato atingir nosso planeta.
Organização faz planos para quando a Terra for atingida por asteroide
Entre as instituições envolvidas nesse tipo de planejamento está o Escritório para Assuntos do Espaço Exterior das Nações Unidas (UNOOSA), sediado em Viena. É a partir dali que funciona o SMPAG, um grupo internacional formado para coordenar a resposta global em caso de ameaças vindas do espaço.
Em janeiro deste ano, esse grupo foi colocado à prova quando surgiu o alerta envolvendo o asteroide 2024 YR4. A descoberta, feita no fim de 2024, revelou um objeto de cerca de 90 metros de diâmetro, com rota inicialmente considerada segura.
Mas os cálculos de órbita logo mostraram um risco crescente de colisão com a Terra em 2032, o suficiente para acionar o protocolo de alerta internacional.
A ameaça foi levada a sério. A NASA, por meio do seu Escritório de Coordenação de Defesa Planetária, coordenou o acompanhamento do asteroide junto a mais de 60 observatórios espalhados pelo mundo. O Telescópio Espacial James Webb também foi mobilizado.
Asteroides são monitorados frequentemente
Durante algumas semanas, os dados indicavam uma probabilidade real de impacto, o que levou cientistas e autoridades a reavaliar sua capacidade de resposta a eventos desse tipo.
No fim, medições mais precisas descartaram a possibilidade de colisão com a Terra, embora uma chance de impacto com a Lua ainda permaneça.
Outro caso recente reforçou a necessidade de preparo. O asteroide 2024 PCD25, detectado por redes internacionais de alerta, tem impacto previsto com a Terra em abril de 2041.
Com cerca de 150 metros de diâmetro, ele deve atingir uma região entre Angola e a República Democrática do Congo, com consequências potencialmente catastróficas.
Diante desses cenários, a importância do planejamento internacional e da manutenção de investimentos em defesa planetária se torna cada vez mais evidente.






