Em 2025, a remoção de plástico dos oceanos registrou avanços importantes, destacando o trabalho de organizações voltadas à conservação marinha. A ONG Ocean Cleanup, fundada em 2013 pelo inventor holandês Boyan Slat, tem como meta eliminar 90% do plástico flutuante nos oceanos até 2040, por meio da integração de tecnologia, pesquisa científica e parcerias com comunidades e governos.
Anualmente, entre 5 e 12 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, acumulando-se e afetando de forma significativa os ecossistemas marinhos. Para enfrentar essa problemática, a ONG adota uma abordagem diversificada, que inclui sistemas oceânicos flutuantes destinados à captura de resíduos nos giros oceânicos, como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, além de interceptores fluviais que impedem a entrada de plástico nos mares.
ONG contra o plástico no oceano
Apenas 1% dos rios do planeta é responsável por 80% do plástico que flui do continente para os oceanos, com interceptores instalados atualmente em nove países, da América Central ao Sudeste Asiático. Além dessa ação, programas locais e municipais promovem a participação comunitária e o trabalho voluntário, destacando-se o “30 Cities Program”, que atua em trinta cidades estratégicas na Ásia e nas Américas, visando reduzir um terço do plástico fluvial até o final da década.
Em 2025, mais de 25 milhões de quilogramas de resíduos foram retirados do ambiente aquático, elevando o total acumulado desde o início das operações da organização para mais de 45 milhões de quilogramas. O material coletado é levado para terra, reciclado e transformado em produtos, como óculos de sol.
Mais ações necessárias
Paralelamente à remoção física, a ONG produz dados científicos, apoia a formulação de políticas públicas e estimula práticas sustentáveis nas comunidades costeiras. Apesar dos progressos obtidos, o plástico ainda presente nos oceanos constitui apenas uma pequena parte do total acumulado globalmente.
A ampliação contínua de tecnologias e projetos é considerada fundamental para atingir as metas de conservação e de gestão de resíduos. A integração entre ciência, inovação tecnológica e cooperação internacional continua sendo um componente essencial para reduzir a poluição marinha e proteger os ecossistemas oceânicos.






