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Onda mais extrema da história de país é registrada

Por Julia Martins
05/05/2025
Em Colunas, Geral, Mais Tendências
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Foto: Pixabay

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A onda de Ucluelet, com 17,6 metros, é provavelmente a mais extrema já registrada, segundo o físico Johannes Gemmrich da Universidade de Victoria. A onda gigantesca aconteceu em novembro de 2020, próxima à cidade de Ucluelet, na Ilha de Vancouver.

O que parecia apenas mais uma agitação do mar se revelou um marco histórico: a onda mais extrema já registrada no mundo, em termos proporcionais. O fenômeno é conhecido como “onda gigante” ou “onda rebelde”. Ele ocorre quando uma onda atinge o dobro, ou mais, da altura das demais na mesma área. No caso de Ucluelet, a onda foi quase três vezes maior do que as vizinhas. Isso a torna única dentro dos critérios usados por cientistas.

Evento raro: uma vez a cada 1.300 anos

Ondas desse tipo são extremamente raras. Pesquisadores calculam que uma ocorrência como essa acontece apenas uma vez a cada 1.300 anos. A medição foi possível graças a uma boia operada pela empresa canadense MarineLabs, especializada em tecnologia de monitoramento costeiro. Sem esse equipamento, o evento poderia ter passado despercebido.

Por séculos, as ondas gigantes eram consideradas apenas histórias de marinheiros. Isso mudou em 1995, quando a Onda de Draupner, com 25,6 metros, foi registrada ao atingir uma plataforma no Mar do Norte. Desde então, dezenas de casos semelhantes foram documentados, inclusive em lagos. A onda de Ucluelet não foi a mais alta, mas foi a mais extrema em relação ao padrão do mar no momento da medição. Esse detalhe a torna única no mundo.

Riscos reais para o mar e a costa

Ondas desse tipo representam riscos sérios para embarcações, plataformas de petróleo, parques eólicos e até comunidades costeiras. Embora a onda de Ucluelet não tenha causado danos, há registros de eventos semelhantes que resultaram em navios desaparecidos e mortes.

Cientistas continuam estudando como essas formações se originam. Usam modelos computacionais e dados em tempo real para tentar prever onde e quando elas podem surgir. O objetivo é aumentar a segurança marítima e proteger vidas e estruturas no oceano.

Mudanças climáticas podem aumentar frequência

Com o avanço das mudanças climáticas, especialistas alertam que eventos extremos, como ondas gigantes, podem se tornar mais comuns. Para o CEO da MarineLabs, Scott Beatty, o episódio destaca o valor da tecnologia: “Capturar essa onda única em um milênio, bem no nosso quintal, é um indicador emocionante do poder da inteligência costeira para transformar a segurança marítima.”

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Julia Martins

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