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OMS alerta alimentos que podem ser tóxicos para bebês de até 2 anos

Por Leticia Florenço
06/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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A alimentação infantil nos primeiros anos de vida exige atenção redobrada. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com o Ministério da Saúde do Brasil, divulgou um alerta importante sobre alimentos que devem ser evitados por bebês de até dois anos.

O objetivo é reduzir riscos à saúde e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis desde a primeira infância, fase crucial para o desenvolvimento físico e cognitivo.

Durante os primeiros dois anos de vida, o organismo da criança ainda está em processo de amadurecimento. Órgãos como fígado, rins e sistema digestivo não funcionam plenamente, o que torna os bebês mais vulneráveis a substâncias químicas, excesso de açúcar, sal e conservantes.

Além disso, é nesse período que o paladar começa a ser formado, influenciando preferências alimentares que podem se estender por toda a vida.

Açúcar precoce e seus impactos na saúde infantil

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A OMS reforça a recomendação de não oferecer açúcar adicionado a crianças menores de dois anos. Alimentos adoçados, como bolos, biscoitos, sucos industrializados e bebidas lácteas, aumentam o risco de cáries, obesidade infantil e alterações metabólicas.

O consumo precoce de açúcar também dificulta a aceitação de sabores naturais, como frutas e legumes, tornando a alimentação futura mais restrita.

Mel

Apesar de ser visto como um produto natural e saudável, o mel não é indicado para bebês. A substância pode conter esporos da bactéria causadora do botulismo, uma doença rara, porém grave, que afeta o sistema nervoso.

Como o organismo infantil ainda não possui defesas suficientes, o consumo de mel representa um risco significativo, especialmente antes do primeiro ano de vida.

Ultraprocessados e os riscos escondidos

Alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, macarrão instantâneo, salsichas, nuggets e refeições prontas, são fortemente desaconselhados.

Esses produtos contêm altos níveis de sódio, gorduras saturadas, conservantes e corantes artificiais, que podem provocar alergias, irritações no trato gastrointestinal e sobrecarga nos rins das crianças pequenas.

Como os ultraprocessados afetam o paladar e o desenvolvimento

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados interfere diretamente na formação do paladar. Crianças expostas precocemente a sabores intensos tendem a rejeitar alimentos naturais no futuro, como verduras e legumes.

Isso pode levar a uma dieta pobre em nutrientes essenciais, comprometendo o crescimento saudável e aumentando o risco de doenças crônicas na vida adulta.

Quais alimentos são considerados mais seguros

Para uma alimentação adequada, a OMS e o Ministério da Saúde recomendam priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas frescas, legumes cozidos, arroz, feijão, carnes magras e peixes bem preparados oferecem os nutrientes necessários para o desenvolvimento infantil.

O preparo deve ser simples, sem adição de sal, açúcar ou temperos artificiais.

A importância das texturas na introdução alimentar

Variar as texturas dos alimentos é fundamental durante a introdução alimentar. A transição gradual de papinhas amassadas para alimentos picados estimula a mastigação, a coordenação motora oral e contribui para o desenvolvimento da fala.

Esse processo ajuda a criança a se adaptar melhor aos alimentos sólidos ao longo do crescimento.

É comum que bebês rejeitem novos alimentos nas primeiras tentativas. Especialistas indicam que um mesmo alimento pode precisar ser oferecido diversas vezes até ser aceito. A paciência dos pais é essencial, evitando forçar a alimentação e respeitando o tempo da criança.

Um ambiente tranquilo e o exemplo dos adultos favorecem a construção de uma relação saudável com a comida.

Orientações que protegem a saúde no presente e no futuro

As recomendações da OMS reforçam que escolhas alimentares feitas nos primeiros anos de vida têm impacto duradouro. Evitar alimentos potencialmente tóxicos e priorizar uma dieta natural e equilibrada contribui para o desenvolvimento adequado e para a prevenção de doenças ao longo da vida.

Cuidar da alimentação infantil é investir em saúde, bem-estar e qualidade de vida desde o início.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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