A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou recentemente a suspensão da produção, comercialização, distribuição, uso e propaganda de determinadas marcas de whey, creatina, chá verde e cúrcuma.
A medida foi tomada após a constatação de irregularidades graves, classificando os suplementos como irregulares e fabricados de maneira clandestina. Entre os produtos afetados estão lotes de whey e creatina das marcas Creatine Powder 100% Pure (1kg), Muscle Supp Suplementos, Whey Gourmet (900g) e Nitro Way 3W (1,8kg), que foram apreendidos durante operação em Americana (SP).
As embalagens apresentavam rótulos falsos, indicando empresas que não eram responsáveis pela produção, caracterizando falsificação ou produção clandestina.
Irregularidades detectadas pela fiscalização
Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo anunciados e vendidos sem registro, notificação ou cadastro na agência. Essa ausência de regulamentação coloca os consumidores em risco, uma vez que não há garantia sobre a qualidade ou a composição dos suplementos.
A fiscalização identificou ainda que alguns produtos estavam sendo fabricados clandestinamente, o que reforça a gravidade da situação e a necessidade de medidas imediatas.
Outras apreensões recentes
Além do whey e da creatina, a operação também recolheu cápsulas de 500 mg de Cúrcuma, Chá Verde (Extrato Seco de Camellia Sinensis) e Centella Asiática, produzidas pela Verde Flora Produtos Naturais Ltda..
Esses produtos foram anunciados e vendidos sem os devidos registros, configurando uma violação das normas sanitárias e expondo os consumidores a possíveis riscos de saúde.
Vale lembrar que, em agosto, uma operação conjunta da Anvisa com a Vigilância Sanitária de Itapemirim (ES) já havia interditado um galpão usado para produzir suplementos clandestinos, mostrando que o problema não é recente.
Impactos da decisão
A proibição da Anvisa tem efeito imediato tanto para os consumidores quanto para o mercado. Os consumidores devem interromper o uso dos produtos proibidos e checar a procedência de qualquer suplemento adquirido.
Para o mercado, a medida aumenta a fiscalização sobre fabricantes e reforça a exigência de que todos os produtos sigam normas sanitárias rigorosas.
Na saúde pública, a ação visa reduzir riscos relacionados à ingestão de suplementos não regulamentados, que podem conter contaminantes ou doses incorretas de substâncias ativas.
Garantir que apenas produtos seguros e devidamente registrados cheguem aos consumidores é essencial para proteger a saúde pública e manter a confiança no mercado de nutrição e suplementação.





