Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, está prestes a entrar em uma nova fase de expansão urbana e valorização imobiliária com o avanço do projeto de alargamento da faixa de areia da Meia Praia.
A obra, estimada em R$ 60 milhões, recebeu licença ambiental e agora segue para as etapas finais de licitação, abrindo caminho para uma transformação na estrutura da orla e no potencial econômico da cidade.
A proposta não se limita apenas à ampliação da praia. O projeto representa uma requalificação urbana de grande porte, capaz de alterar o perfil turístico, residencial e comercial de uma das regiões mais valorizadas do país.
Investimento público divide custos entre município e Estado
O financiamento será compartilhado entre a Prefeitura de Itapema e o Governo de Santa Catarina, com R$ 30 milhões provenientes dos cofres municipais e outros R$ 30 milhões garantidos pelo Estado.
A intervenção prevê a aplicação de 416 mil metros cúbicos de areia ao longo de 4,75 quilômetros da orla, criando uma expansão que pode variar entre 20 e 60 metros adicionais de faixa de areia, dependendo do trecho.
Esse volume será retirado de uma jazida marítima localizada a cerca de 19 quilômetros da costa, em área tecnicamente compatível com as características naturais da praia.
Nova orla pode impulsionar valorização superior a 30%
A expectativa é que a obra provoque forte impacto nos preços dos imóveis da região, especialmente nos empreendimentos de alto padrão localizados à beira-mar.
Com a modernização da Avenida Beira Mar e a ampliação da faixa de lazer, especialistas e autoridades locais acreditam em uma valorização expressiva, podendo superar 30% no valor dos imóveis.
Atualmente, Itapema já ocupa a segunda posição no ranking do metro quadrado mais caro do Brasil, ficando atrás apenas de Balneário Camboriú. Com a conclusão da obra, a cidade pode assumir a liderança nacional.
Turismo, urbanização e proteção costeira em um único projeto
Além do efeito econômico, o alargamento busca responder a demandas estruturais e ambientais. Entre os principais objetivos estão:
- Proteger a infraestrutura urbana contra ressacas e eventos climáticos extremos
- Expandir áreas de lazer e circulação para moradores e visitantes
- Melhorar a capacidade turística da cidade
- Reforçar a competitividade de Itapema frente a outros polos imobiliários de luxo
A medida também acompanha o crescimento populacional acelerado e o aumento contínuo do fluxo turístico na região.
Obras devem começar em agosto de 2026
A previsão oficial indica início das intervenções após o período de defeso ambiental, em agosto de 2026.
O cronograma estabelece duração aproximada de quatro meses, com execução em oito etapas, permitindo liberações graduais da praia ao longo do processo para minimizar impactos sobre a temporada de verão.
Se as previsões se confirmarem, a cidade pode consolidar um novo patamar de valorização nacional, atraindo investidores, construtoras e compradores de alto poder aquisitivo.





