Doze faculdades mineiras que mantêm cursos de medicina entrarão em processo de punição pelo Ministério da Educação (MEC) após registrarem resultados abaixo do esperado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina (Enamed). No cenário estadual, todas as instituições enquadradas na faixa de desempenho insatisfatório integram a rede privada de ensino superior.
No panorama nacional, mais de 100 instituições receberam avaliações negativas entre os 351 cursos de medicina avaliados. As ações de supervisão intensificada e as sanções administrativas previstas pelo MEC recaem sobre os cursos que obtiveram notas 1 ou 2, em uma escala de 1 a 5, patamares considerados inadequados pelo órgão regulador.
Cursos com nota baixa
Em Minas Gerais, os melhores resultados concentraram-se nas universidades públicas, que alcançaram a nota máxima (5). Em contraste, a Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (FASEH), em Vespasiano, e o Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), em Juiz de Fora, receberam a nota mínima (1). Outras dez instituições ficaram com nota 2, permanecendo na faixa insatisfatória e sujeitas a sanções.
Os cursos avaliados com notas 1 e 2 serão submetidos, a partir de 2026, a um regime de supervisão estratégica conduzido pelo Ministério da Educação. Nesse contexto, as instituições deverão apresentar esclarecimentos formais e poderão ser alvo de medidas cautelares, que incluem a restrição à ampliação de vagas, a suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a exclusão do Programa Universidade para Todos (Prouni), a redução do número de vagas ofertadas e, nos casos de maior gravidade, a interrupção total do ingresso de novos estudantes.
Avaliação do ensino em medicina
O Ministério da Educação anunciou que a fiscalização dos cursos de medicina será reforçada, visando garantir a qualidade da formação dos futuros profissionais. As medidas poderão incluir desde sanções administrativas até o encerramento de cursos que não atendam aos padrões estabelecidos.
O Enamed passa a integrar um modelo de avaliação atualizado, substituindo o sistema anterior, e será aplicado anualmente. A partir de 2026, o exame avaliará estudantes do 4º e 6º ano de medicina. Paralelamente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizará visitas presenciais a todos os cursos, verificando as atividades práticas e a infraestrutura dos laboratórios.





