Ao se pensar nos grandes nomes do setor aéreo, é impossível não se lembrar da Viação Aérea Rio-Grandense (ou simplesmente, Varig), a companhia uma companhia aérea brasileira fundada em 1927, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pelo alemão Otto Ernst Meyer.
Afinal, além de ter se tornado um verdadeiro orgulho nacional ao se consolidar como o maior destaque do setor na América Latina, a empresa ainda foi responsável por feitos históricos, como ser a transportadora oficial da seleção brasileira de futebol entre as copas de 1966 e 2006.
Mas apesar de seu sucesso, a Varig começou a enfrentar terríveis crises após os anos 2000 que resultaram em demissões em massa e decretação de falência, deixando assim uma terrível mancha na história da companhia.
O auge da Varig
A Varig começou a ascender no mercado por volta da década de 1940, quando era presidida pelo empresário Ruben Berta. Na época, a empresa começou a expandir suas operações, e iniciou seus primeiros voos internacionais.
No início da década de 1960, a companhia adquiriu aviões mais modernos e outras empresas, passando a dominar as viagens ao exterior. Já em meados de 1970, ela se tornou extremamente popular não só por seu itinerário, mas também pela qualidade de seu serviço de bordo, que chegou a ser comparado ao de algumas das maiores companhias aéreas do período.
Contando com uma extensa frota, funcionários excepcionais e diversos outros benefícios para os passageiros, a Varig estava oficialmente consolidada como uma das empresas mais importantes do mercado.
Início da crise e o fim da Varig
Em 1990, durante o governo Fernando Collor de Mello, a Varig começou a sofrer os primeiros impactos, pois com a abertura do mercado nacional, outras companhias se tornaram fortes concorrentes.
Mesmo com um aumento da demanda de voos, a empresa gaúcha acabou não conseguindo acompanhar as mudanças por conta de suas práticas antigas e nada competitivas. Com isso, a Varig acabou perdendo sua relevância.
Por volta de 2003, a companhia já não conseguia nem mesmo pagar o arrendamento de seus aviões. E com o aumento desenfreado de gastos, a Varig acabou sendo obrigada a pedir recuperação judicial em meados de 2003.
Mesmo com todos os esforços para tentar voltar ao mercado, uma parte da empresa acabou sendo comprada pela Gol em 2007. Já a outra parte, que tentou seguir funcionando por meio da Flex Linhas Aéreas, fechou as portas rapidamente.
Em 20 de agosto de 2010, a falência da Varig foi oficialmente decretada, marcando o fim da trajetória de uma das maiores companhias aéreas do país e deixando milhares de funcionários desamparados, muitos ainda sem receber os direitos trabalhistas.





