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Nunca durma nesta posição ou pode sofrer com problemas no futuro

Por Leticia Florenço
30/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: (Imagem/Reprodução)

Foto: (Imagem/Reprodução)

Dormir de bruços é uma escolha comum para quem busca relaxamento imediato, mas essa sensação engana.

Estudos da Sleep Foundation mostram que menos de 10% das pessoas dormem nessa postura, e isso pode ser um alívio, já que ela está entre as mais prejudiciais para o corpo.

Quando o rosto fica voltado para o colchão e o tronco pressionado contra a superfície, diversas estruturas, especialmente a coluna, o pescoço e os ombros, passam horas em desalinhamento total.

A coluna em “U” invertido e o impacto silencioso

Ao dormir de barriga para baixo, o peso do tronco empurra o corpo para dentro do colchão enquanto a lombar se curva para cima e a pelve afunda. Esse movimento cria uma curvatura inadequada parecida com um “U” invertido.

Segundo a Cleveland Clinic, essa postura gera estresse contínuo nas vértebras lombares e pode resultar em dores ao acordar, rigidez e desconfortos que, acumulados ao longo dos anos, evoluem para problemas mais graves na coluna.

Pescoço torcido, torcicolo e dormência

Outro efeito imediato dessa posição é o desalinhamento cervical. Como a cabeça precisa ficar virada para um lado, o pescoço passa horas tensionado. Isso pode causar torcicolos constantes, compressão de nervos, dormência nos braços e até alteração da curvatura natural da cervical.

Com o tempo, atividades simples como virar o pescoço ou olhar para cima podem se tornar dolorosas.

Ombros sobrecarregados e risco de lesão

Quem dorme de bruços costuma posicionar os ombros sob a cabeça ou de forma inadequada. Essa postura força as articulações e exige mais dos músculos do manguito rotador, responsáveis por estabilizar o movimento dos braços.

A sobrecarga pode provocar inflamações, dores, perda de mobilidade e até lesões que dificultam atividades cotidianas.

Além dos problemas musculares e ósseos, a Sleep Foundation alerta para outro ponto: a pele do rosto. A pressão constante contra o travesseiro favorece o surgimento de rugas, marcas de expressão e linhas permanentes.

A circulação diminui, a pele dobra durante a noite e, com o tempo, esses efeitos se tornam visíveis e duradouros.

O risco grave para bebês e crianças pequenas

Para adultos, a posição de bruços já é problemática, mas para bebês ela é extremamente perigosa. Estudos relacionam essa postura ao aumento do risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI), que afeta crianças com menos de um ano durante o sono.

Por isso, especialistas reforçam: bebês devem ser colocados para dormir sempre de barriga para cima, em superfície firme e sem acessórios ao redor.

As melhores posições para dormir com segurança

Para adultos, dormir de lado ou de barriga para cima são as opções mais recomendadas. Dormir de lado ajuda a manter a coluna em alinhamento neutro, melhora a respiração e reduz dores lombares.

Já dormir de costas distribui o peso do corpo de forma equilibrada, protegendo cabeça, ombros e quadris. Para quem tem apneia ou ronco intenso, dormir de lado continua sendo a alternativa mais eficaz para evitar obstruções aéreas.

Como abandonar o hábito e melhorar o sono

Mudar de posição pode ser difícil para quem dorme de bruços há anos, mas é possível com pequenas estratégias. Usar travesseiros laterais impede que o corpo vire durante a noite, enquanto um colchão firme oferece suporte para a lombar.

Travesseiros anatômicos também ajudam a manter o alinhamento correto da cervical. Com o tempo, o corpo se adapta e o sono tende a se tornar mais reparador.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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