Ficar deitado de costas dentro de um equipamento de tomografia, sem se mover e com os braços elevados por cerca de 45 minutos, sempre representou um desafio em alguns exames pulmonares. Em uma unidade hospitalar de referência em Londres, esse procedimento passou a ser mais breve após a adoção de um novo scanner, que reduziu a duração do exame para cerca de 15 minutos.
A mudança foi viabilizada por avanços no processamento de imagens aliados ao emprego do semicondutor CZT (telureto de cádmio e zinco). A tecnologia possibilita a produção de imagens tridimensionais mais detalhadas dos pulmões, aumentando a acurácia diagnóstica e tornando o exame mais confortável para os pacientes.
Novo equipamento para exames
- O equipamento funciona a partir da detecção de raios gama emitidos por uma substância radioativa administrada ao paciente.
- A alta sensibilidade dos detectores de CZT permite a redução das doses utilizadas em cerca de 30% em relação aos métodos tradicionais.
- O custo do scanner é estimado em aproximadamente um milhão de libras esterlinas, refletindo o alto nível de sofisticação tecnológica.
- Embora o CZT seja conhecido há décadas, sua aplicação em scanners de grande porte e de corpo inteiro é considerada recente.
- A fabricação do material é complexa e depende de processos industriais rigorosamente controlados.
- O processo produtivo envolve o aquecimento e a solidificação gradual de um pó específico até a formação de cristais altamente alinhados, o que pode levar semanas.
- O equipamento atua como um semicondutor capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com elevada precisão.
- A conversão direta da energia em sinais elétricos preserva informações como tempo e energia das partículas detectadas.
- Essa característica permite a geração de imagens mais detalhadas e até espectroscópicas, capazes de diferenciar materiais e tecidos.
Oferta e demanda
Apesar da procura crescente, a oferta desse equipamento é limitada, pois cada aplicação exige detectores com especificações próprias. O material também é usado em pesquisas avançadas, como telescópios de raios X e grandes instalações científicas.
Além do uso médico, a tecnologia baseada em CZT já é aplicada em scanners de segurança aeroportuária e na detecção de explosivos. Há expectativa de ampliação do uso do material em sistemas de inspeção de bagagens de mão nos próximos anos.






