O navio de cruzeiro MV Hondius permanece ancorado nas proximidades de Cabo Verde, na costa oeste da África, aguardando autorização para o desembarque completo dos ocupantes.
Em determinados momentos da investigação, autoridades sanitárias de diferentes países chegaram a restringir a saída de passageiros como medida preventiva.
A embarcação foi colocada em quarentena e segue sob monitoramento médico contínuo, com evacuação de pacientes em estado mais grave.
O cenário se deu após a confirmação de um surto de hantavírus, que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta internacional.
Navio de cruzeiro em quarentena
Situação a bordo do navio
- O navio transportava cerca de 150 pessoas, entre passageiros e tripulantes.
- Foram registrados entre sete e oito casos suspeitos ou confirmados da infecção por hantavírus.
- Até o momento, há três mortes confirmadas.
- Um dos pacientes encontra-se em estado crítico.
- Outros infectados apresentam sintomas leves.
Investigação epidemiológica
- A OMS investiga a possibilidade, ainda considerada rara, de transmissão entre humanos.
- Essa hipótese está associada à cepa Andes, variante do hantavírus encontrada na América do Sul.
- Essa cepa pode permitir contágio em situações de contato muito próximo entre pessoas.
- A principal via de infecção, contudo, segue sendo o contato com roedores ou ambientes contaminados por eles.
Avaliação de risco e medidas internacionais
- Apesar da gravidade clínica dos casos a bordo, a OMS e autoridades europeias mantêm a avaliação de risco global como baixa.
- Até o momento, não há recomendação de restrições amplas de viagem.
Hentavirus
Segundo relatos analisados pela OMS, os primeiros sinais entre os infectados incluíram febre e sintomas gastrointestinais, com rápida evolução para pneumonia e insuficiência respiratória aguda.
A investigação aponta como principal hipótese a infecção por hantavírus, geralmente associado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados.
O vírus pode progredir rapidamente para quadros respiratórios graves, com alta taxa de mortalidade em algumas variantes. Não há vacina nem tratamento antiviral específico, e o cuidado é baseado em suporte hospitalar intensivo.
O caso também levantou questionamentos sobre protocolos sanitários em cruzeiros, levando países a rastrear passageiros que desembarcaram antes da contenção total do surto.






