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Novas regras mostram que pressão 12 por 8 não é mais o ideal

Por Leticia Florenço
17/03/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Reprodução/iStock

Reprodução/iStock

O Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Londres, trouxe atualizações para a forma como entendemos e tratamos a pressão arterial. Durante o evento, especialistas de renome internacional apresentaram novas diretrizes que propõem uma abordagem mais moderna e eficaz para o controle da hipertensão, uma condição que afeta aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas no mundo.

Entre as mudanças, está a redefinição dos valores ideais de pressão arterial. Até então, o padrão de referência era 120 por 80 mmHg, considerado normal por décadas. No entanto, os especialistas agora defendem que esse número pode não ser o ideal para todos os indivíduos. As novas recomendações sugerem que um controle mais personalizado pode trazer benefícios ainda maiores.

Nova classificação da pressão arterial

As novas diretrizes simplificam a categorização da pressão arterial e agora a dividem em três faixas principais:

  • Pressão não elevada: abaixo de 120 por 70 mmHg
  • Pressão elevada: entre 120 por 70 mmHg e 139 por 89 mmHg
  • Hipertensão: acima de 140 por 90 mmHg

Essa reformulação busca facilitar o entendimento e a detecção precoce do problema, permitindo intervenções antes do desenvolvimento de complicações cardiovasculares mais graves.

Pressão 12 por 8

Por muitos anos, a pressão arterial de 120 por 80 mmHg foi considerada o “padrão ouro”. No entanto, as novas diretrizes indicam que esse número pode não ser adequado para todas as pessoas. Estudos apresentados no congresso sugerem que valores ligeiramente abaixo desse patamar podem reduzir ainda mais o risco de doenças cardiovasculares, principalmente em grupos de alto risco.

Isso significa que médicos e pacientes devem considerar fatores como idade, histórico familiar, estilo de vida e presença de outras doenças antes de estabelecer um alvo específico para a pressão arterial.

Além disso, as diretrizes reforçam que manter a pressão próxima, mas não abaixo de 120 por 70 mmHg, pode ser mais benéfico para certos pacientes, especialmente idosos e pessoas com histórico de doenças cardiovasculares.

Como as novas diretrizes afetam a população?

As novas recomendações representam um avanço significativo na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares, que continuam sendo a principal causa de mortes no mundo. Governos e instituições de saúde deverão atualizar seus protocolos para incorporar essas mudanças, garantindo que a população tenha acesso a melhores diagnósticos e tratamentos.

Além disso, o novo modelo incentiva a conscientização sobre a importância da prevenção. Pequenas mudanças no dia a dia, como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle do estresse, podem fazer uma grande diferença na manutenção da saúde cardiovascular.

Com essas mudanças, é fundamental que pacientes e médicos trabalhem juntos para definir metas de pressão arterial personalizadas, levando em conta as necessidades individuais. Afinal, manter a saúde do coração não é apenas uma questão de números, mas sim de um cuidado contínuo.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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