De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou pelo menos oito casos da chamada XFG, a mais recente das sete variantes já descobertas da Covid-19. No total, estima-se que seis deles tenham surgido no Ceará entre os dias 25 a 31 de maio, conforme divulgado pelo governo do estado na última sexta-feira (4).
Inclusive, o secretário executivo de Vigilância em Saúde do estado, Antonio Silva Lima Neto, atribuiu o recente aumento de casos na localidade ao surgimento da nova variante. “É possível que a nova variante seja responsável por esse aumento de casos que nesse momento ainda é discreto, mas que a gente não sabe se pode de fato ter essa transmissão subitamente elevada nas próximas semanas”, afirmou.
Já as outras duas infecções foram identificadas em São Paulo. Segundo o infectologista Julio Croda, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), XFG surgiu da recombinação entre duas linhagens derivadas da variante Ômicron, sendo elas a LF.7 e LP.8.1.2. E vale destacar que esta última já demonstrava tendência de dominância global.
Ainda não há indícios de que a XFG esteja vinculada a maior gravidade clínica ou letalidade. Mas mesmo sem registro de óbitos até o momento, o Ministério da Saúde afirmou que o monitoramento dos sequenciamentos genômicos da Covid-19 segue sendo realizado de forma contínua em todo o território nacional.
OMS afirma que vacinas atuais são eficazes contra nova variante da Covid-19
Por conta do aumento de casos da XFG em pelo menos 38 países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como “variante sob monitoramento”. Entretanto, o órgão indicou que o risco global para saúde pública ainda é baixo.
Afinal, mesmo com as hospitalizações, ainda não houveram óbitos relacionados à nova variante da Covid-19. Além disso, o órgão afirmou que as vacinas atuais continuam sendo consideradas eficazes.
Por isso, é importante confirmar se a vacinação está em dia e manter as medidas já conhecidas da pandemia, como lavar bem as mãos, evitar tocar o rosto e usar máscaras quando necessário.






