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Nova variante da Covid é chamada de Frankenstein e deixa muitos em pânico

Por Leticia Florenço
03/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Vacina - Reprodução/Unsplash

Vacina - Reprodução/Unsplash

Uma nova variante do coronavírus, tecnicamente chamada XFG / Stratus e popularmente apelidada de “Frankenstein”, tem se espalhado rapidamente pela França e despertado preocupação das autoridades de saúde em todo o mundo.

Apesar do nome assustador, especialistas ressaltam que ainda não há evidências de que esta cepa cause doença mais grave do que as versões anteriores do vírus.

O que é a variante Frankenstein

A XFG/Stratus é uma variante recombinante do SARS-CoV-2, resultante da combinação de diferentes linhagens do vírus. Essa característica aumenta a capacidade de dispersão, mas não implica automaticamente maior gravidade.

Segundo a Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista, a variante já foi detectada em vários continentes e, em algumas amostras brasileiras, foram identificadas linhagens recombinantes, evidenciando a sua capacidade de disseminação internacional.

A Organização Mundial da Saúde classifica a XFG como “variant under monitoring”, ou seja, variante sob monitoramento, reforçando que o risco adicional global é considerado baixo.

Por que o Brasil precisa ficar atento

O Brasil apresenta fatores que podem favorecer a propagação da variante Frankenstein. Entre eles estão a alta transmissibilidade relativa da linhagem XFG, o fluxo constante de pessoas vindas do exterior e a chegada da temporada de viroses respiratórias, típica do outono e inverno.

Apesar disso, especialistas afirmam que não há indícios de que a nova variante provoque ondas de hospitalizações superiores às anteriores. O impacto dependerá do equilíbrio entre a transmissibilidade e a proteção da população, especialmente por meio da vacinação.

Sintomas observados

Os sintomas da variante Frankenstein são semelhantes aos da Ômicron, com algumas particularidades:

  • Rouquidão
  • Dor de garganta intensa
  • Tosse
  • Coriza
  • Congestão nasal
  • Febre baixa ou moderada
  • Cansaço
  • Dores musculares
  • Perda de olfato ou paladar (menos frequente do que nas primeiras ondas)

A apresentação clínica geralmente se limita às vias aéreas superiores, semelhante a um resfriado forte, mas casos graves podem ocorrer em pessoas de risco.

Grupos de risco

Os grupos mais vulneráveis continuam sendo:

  • Idosos acima de 60 a 65 anos
  • Pessoas com imunossupressão (transplantados, terapia oncológica, imunodeficiências)
  • Pacientes com doenças crônicas (cardíacas, respiratórias, diabetes, obesidade severa, insuficiência renal)
  • Gestantes e recém-nascidos em determinados cenários clínicos

Recomendações práticas

Para reduzir o risco de contágio e complicações, especialistas recomendam:

  • Vacinação e reforço com vacinas adaptadas para 2025
  • Uso de máscara em ambientes fechados e locais com aglomeração
  • Higiene frequente das mãos
  • Evitar contato com pessoas de risco diante de sintomas respiratórios
  • Testagem precoce ao apresentar sinais sugestivos
  • Manter um estilo de vida saudável (sono, alimentação equilibrada, exercícios)

Vigilância contínua, vacinação e cuidados preventivos seguem sendo as melhores estratégias para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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