Uma nova medida anunciada pelo Banco Central promete mudar de forma significativa o combate aos golpes financeiros no Brasil.
A regra, que entra em vigor a partir de fevereiro de 2026, tem potencial para reduzir as fraudes em até 40% e surge como resposta ao aumento expressivo de crimes envolvendo transferências via Pix, meio de pagamento que se tornou o mais usado no país desde o seu lançamento.
Nova regra do Banco Central pode reduzir as fraudes em até 40%
A iniciativa reforça os mecanismos de segurança já existentes e mira, principalmente, na dificuldade histórica de recuperar valores desviados por golpistas.
Hoje, quando uma vítima sofre um golpe, as chances de reaver o dinheiro são baixas, já que os criminosos costumam fragmentar e transferir os valores rapidamente entre várias contas. A nova norma busca justamente atacar esse ponto frágil do sistema.
O foco da mudança está no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. Esse instrumento é acionado quando há indícios de fraude ou golpe em uma transação via Pix.
Com a nova regra, o Banco Central determina que as instituições financeiras adotem um sistema mais robusto de rastreamento do dinheiro, permitindo acompanhar o caminho dos valores mesmo depois de múltiplas transferências.
O objetivo é impedir que o dinheiro “desapareça” em uma rede de contas usadas apenas para ocultar recursos ilícitos.
A regra afeta diretamente todos os bancos e instituições participantes do Pix, que passam a ter a obrigação de aplicar esse modelo mais avançado de bloqueio e rastreamento.
Para o usuário final, especialmente pessoas físicas, não há cobrança adicional nem mudança no uso cotidiano do Pix. O impacto é sentido principalmente na segurança e na velocidade de resposta em situações de fraude.
Como nova regra do Banco Central vai funcionar na prática?
Na prática, o funcionamento será mais automatizado. Assim que a vítima identificar um golpe, poderá registrar a denúncia diretamente no aplicativo do banco.
A partir desse alerta, o sistema inicia o bloqueio preventivo dos valores, não apenas na conta que recebeu o Pix originalmente, mas também em contas subsequentes que tenham recebido parte do dinheiro.
Esse bloqueio em cadeia aumenta as chances de localizar saldo disponível para devolução.
Outro ponto relevante é a promessa de maior agilidade no reembolso. Com os novos procedimentos, a expectativa é que a devolução aconteça em até 11 dias, prazo inferior ao observado atualmente.
Além disso, os comprovantes de estorno serão mais detalhados, facilitando a identificação das transações envolvidas.
Ao tornar obrigatória uma regra que antes era opcional, o Banco Central sinaliza que pretende equilibrar a rapidez do sistema financeiro com a sofisticação das fraudes, dificultando a atuação de criminosos e reforçando a confiança dos usuários no Pix.





