O debate sobre o trabalho em domingos e feriados no Brasil ganhou novo capítulo com a prorrogação da Portaria n.º 3.665/2023, agora prevista para entrar em vigor apenas em março de 2026.
A medida, que regula a abertura do comércio nesses dias, promete repercutir tanto nas relações trabalhistas quanto na rotina de milhares de brasileiros.
A essência da nova norma
Ao exigir que a abertura de lojas em feriados seja precedida de acordo coletivo, a portaria reforça a importância do diálogo entre sindicatos e empregadores.
Diferente de normas anteriores, que permitiam funcionamento sem negociação, agora será necessário assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, com compensações adequadas e condições de trabalho.
A regra busca, em essência, equilibrar produtividade e bem-estar, estabelecendo um padrão mínimo de negociação e transparência.
Por que a prorrogação é estratégica
O Ministério do Trabalho e Emprego, sob comando de Luiz Marinho, optou por adiar a vigência para criar espaço de debate e planejamento. Esse tempo adicional permite que cada região e setor adaptem acordos às suas particularidades, garantindo que convenções coletivas reflitam a realidade local.
Mais do que um atraso burocrático, trata-se de um esforço para reduzir conflitos, estimular consensos e preparar o terreno para um ambiente de trabalho mais organizado e previsível.
Impactos práticos no dia a dia
Para os trabalhadores, a medida significa segurança e previsibilidade: folgas, remuneração proporcional e participação em decisões sobre escalas serão garantidas. Para empresários, o adiamento oferece oportunidade de planejar operações, ajustar equipes e negociar condições que evitem prejuízos.
A sociedade, por sua vez, se beneficia da redução de conflitos e greves, mantendo o comércio funcionando de forma mais estável. O período de preparação permite que todas as partes construam soluções realistas e adaptáveis às necessidades de cada localidade.
O olhar do Ministério do Trabalho
O governo enfatiza que a prorrogação não é um simples adiamento. A intenção é fortalecer práticas democráticas no ambiente laboral, onde decisões sobre feriados sejam transparentes, negociadas e aceitas por todos os envolvidos.
Ao incentivar a participação de sindicatos e empregadores, o Ministério busca consolidar relações de trabalho mais equilibradas, respeitosas e duradouras, capazes de conciliar interesse público, proteção do trabalhador e eficiência econômica.
Caminho até 2026
Até março de 2026, sindicatos e empresas terão tempo para revisar convenções coletivas, ajustar escalas, planejar folgas e definir remunerações justas.
Essa janela de negociação permite que o país experimente uma transição mais suave, evitando conflitos desnecessários e estabelecendo acordos que realmente atendam às necessidades locais.
É também um período para testar novas práticas de gestão e fortalecer a cultura de negociação no mercado brasileiro.






