Nos últimos anos, a indústria automotiva tem incorporado uma tendência expressiva no design dos carros: os faróis divididos. Esse conceito alia estética, tecnologia e identidade de marca, tornando a iluminação frontal um elemento visualmente marcante e contemporâneo. Ao substituir o tradicional conjunto de dois faróis grandes, os fabricantes passaram a segmentar as funções de iluminação, criando uma linguagem de design inovadora que valoriza tanto a estética quanto a segurança.
Nesse formato, as luzes diurnas de LED (DRLs) são posicionadas na parte superior da dianteira, formando um efeito conhecido como “sobrancelha luminosa”, enquanto os faróis principais são deslocados para os para-choques, contribuindo para um visual mais limpo e moderno.
Faróis divididos
Essa disposição contribui para um visual frontal mais limpo e aerodinâmico, ao mesmo tempo em que melhora a visibilidade durante o dia, reforçando a segurança viária. Veículos como Ferrari Purosangue, Hyundai Kona, Citroën C5 X e Lancia Ypsilon ilustram essa tendência, transformando a iluminação em um elemento distintivo que reforça a identidade de cada marca.
Além do aspecto estético, os faróis divididos refletem avanços tecnológicos significativos na indústria automobilística. Com a popularização dos carros elétricos, que dispensam grandes grades frontais, a iluminação tornou-se o principal recurso de expressão visual. Montadoras como BMW e BYD têm investido em painéis e sistemas de luz interativos, capazes de alterar cores e padrões, transformando a dianteira do veículo em uma espécie de tela dinâmica.
O conceito evoluiu ainda para efeitos gráficos que conectam os faróis, como no Volkswagen ID.4 e no Peugeot 308, e conjuntos de LEDs finos e fragmentados, presentes em modelos como Audi Q6 e-tron e BMW i7, ressaltando a modernidade do design. Em certas situações, a iluminação vai além da função prática, atuando como elemento de ligação entre volumes e linhas do carro, como na Ferrari 849 Testarossa, onde estética e aerodinâmica se integram de forma harmoniosa.
A evolução dos faróis divididos evidencia que a luz deixou de ser apenas um instrumento funcional, assumindo um papel estético, tecnológico e emocional.






