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Nova lei trabalhista pode acabar com o intervalo de 1h de almoço

Por Julia Martins
21/04/2025
Em Colunas, Geral, Mais Tendências
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Foto: Depositphotos.com/ diogoppr

Foto: Depositphotos.com/ diogoppr

O tradicional intervalo de uma hora para o almoço, garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pode estar com os dias contados. Discussões recentes sobre flexibilização da jornada reacendem o debate sobre os direitos do trabalhador, especialmente no contexto pós-reforma trabalhista.

O que diz a legislação atual

Segundo o artigo 71 da CLT, todo trabalhador com jornada superior a seis horas tem direito a um intervalo mínimo de uma hora para repouso ou alimentação. Esse período pode ser estendido para até duas horas, desde que previsto em contrato ou acordo coletivo.

A medida procura preservar a saúde física e mental do empregado, permitindo uma pausa adequada no meio do expediente.

Possibilidade de flexibilização

A CLT já permite, desde 2017, que esse intervalo seja reduzido em determinados casos, por meio de negociação coletiva. A proposta em discussão agora pretende ampliar essa possibilidade, permitindo que o período mínimo de uma hora seja flexibilizado de forma mais ampla.

Essa proposta, porém, vem gerando controvérsia entre especialistas em Direito do Trabalho. Para muitos, essa medida pode prejudicar o bem-estar do trabalhador, ao limitar o tempo disponível para repouso e alimentação.

Importância do intervalo para a saúde do trabalhador

Estudos mostram que pausas regulares durante a jornada de trabalho aumentam a concentração, reduzem o estresse e melhoram o desempenho profissional. O intervalo para o almoço, nesse sentido, é essencial para recarregar as energias e manter um ambiente de trabalho saudável.

Ignorar o cumprimento desse direito pode gerar penalidades legais e comprometer a reputação das empresas. A observância das normas da CLT não é apenas uma obrigação jurídica, mas também um indicativo de responsabilidade social.

A discussão sobre a nova flexibilização do intervalo de almoço coloca em xeque o equilíbrio entre produtividade e direitos trabalhistas. A proposta ainda está em análise, mas já levanta preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a rotina e a saúde do trabalhador.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia Martins

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