O mercado brasileiro aparece entre os principais motores do crescimento do Wi-Fi 7 na América Latina. De acordo com estimativas da Grand View Research, o segmento de chipsets Wi-Fi 6, 6E e 7 movimentou aproximadamente US$ 758 milhões no país em 2024 e pode atingir US$ 1,32 bilhão até 2030.
O desempenho representa um crescimento médio anual de 9,7% no período. Na América Latina, a previsão é que o mercado alcance cerca de US$ 1,9 bilhão até o final da década, com o Brasil concentrando a maior parte da expansão regional.
Expansão do novo Wi-Fi
O Wi-Fi 7 é apontado como a próxima etapa da evolução das redes sem fio. Embora já esteja presente em mercados da Europa, Ásia e América do Norte, sua adoção no Brasil ainda é limitada pelo custo dos equipamentos compatíveis.
A expectativa é que a tecnologia ganhe escala a partir de 2027, com a ampliação da oferta de roteadores, smartphones e serviços de banda larga compatíveis.
Atualmente, cerca de 2,5% dos dispositivos em uso no país já suportam o novo padrão. A tendência é de crescimento gradual, impulsionado pela expansão da fibra óptica e pela demanda crescente por conexões capazes de suportar mais dados e dispositivos conectados simultaneamente.
Ganhos técnicos e financeiros
Entre os principais diferenciais da geração 7 está a operação simultânea nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz por meio da tecnologia Multi-Link Operation (MLO), que proporciona conexões mais rápidas e estáveis, reduz interferências e melhora o desempenho em ambientes com muitos dispositivos conectados.
Além dos ganhos técnicos, a tecnologia deve impulsionar investimentos. Um estudo da Huawei e do IPE Digital estima que a adoção do Wi-Fi 7 poderá atrair mais de US$ 10 bilhões para a infraestrutura de conectividade no Brasil entre 2026 e 2028.
O levantamento aponta aplicações em áreas como telemedicina, educação digital, automação industrial, cidades inteligentes e inteligência artificial.
Paralelamente, a indústria já desenvolve o Wi-Fi 8, que terá foco em ampliar a estabilidade das conexões para atender à crescente demanda de sistemas baseados em inteligência artificial.






