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Nomes Enzo e Valentina ganham força no ranking dos mais usados no país

Por Leticia Florenço
05/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Bebês - Reprodução/iStock

Bebês - Reprodução/iStock

O IBGE apresentou ao público seu novo portal Nomes no Brasil, agora atualizado com os dados do Censo 2022.

A plataforma permite consultar qualquer nome registrado no país, trazendo informações como número de ocorrências, estados onde o nome é mais comum, média de idade das pessoas registradas e até o significado de cada nome ou sobrenome.

A novidade possibilita uma visão detalhada de como os nomes se distribuem e se transformam ao longo das gerações, algo que mexe com a curiosidade dos brasileiros e movimenta debates sobre cultura, tendências e identidade.

A ascensão dos nomes Enzo e Valentina

Os nomes Enzo e Valentina representam uma onda mais recente: a busca por nomes curtos, modernos, com sonoridade internacional e que carregam um certo simbolismo de sofisticação.

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Segundo o levantamento, o Brasil possui mais de 404 mil pessoas chamadas Enzo, com idade média de apenas seis anos. Já Valentina ganhou enorme visibilidade entre 2010 e 2019, período em que mais de 113 mil meninas receberam o nome, totalizando hoje 193,1 mil registros.

Apesar da força, o nome Enzo teve leve queda no ranking entre 2020 e 2022, saindo da décima para a décima segunda posição, o que revela como as tendências mudam com rapidez, muitas vezes influenciadas por novelas, celebridades e redes sociais.

A permanência de Maria e José como líderes

Mesmo com a explosão de nomes modernos, os clássicos continuam imbatíveis. Maria segue como o nome mais presente em todo o país, com mais de 12,2 milhões de pessoas registradas.

Em seguida vem José, carregado por cerca de 5,1 milhões de brasileiros. Eles atravessam gerações e mantêm relevância, reforçando o peso da tradição na escolha dos nomes.

Enquanto alguns nomes vêm e vão conforme a moda, outros parecem pertencer à própria história do país.

O domínio do sobrenome Silva

Se nos nomes próprios há mudanças, nos sobrenomes o cenário é estável. Silva segue sendo o sobrenome mais comum do Brasil, são mais de 34 milhões de pessoas com essa assinatura na certidão.

O número representa 16,7% da população que possui esse sobrenome e evidencia a miscigenação brasileira. No total, o país reúne mais de 200 mil sobrenomes diferentes, reflexo da diversidade cultural construída por imigração, ancestralidade indígena, africana e europeia.

O ciclo natural dos nomes

O ranking evidencia que nomes seguem ciclos, assim como as tendências de moda. Alguns, considerados mais antigos, perdem espaço e envelhecem junto com as gerações que os carregam. É o caso de Osvaldo e Terezinha, cuja média de idade gira em torno de 62 e 66 anos.

Em contrapartida, nomes como Gael e Helena vivem sua fase de ouro. São 110.946 pessoas chamadas Gael, sendo que 96.503 foram registradas apenas entre 2020 e 2022. Já o nome Helena soma 366.186 registros, com 112.611 só no mesmo período recente.

A preferência por nomes curtos, delicados e de fácil pronúncia tem marcado o perfil da nova geração.

Com o novo levantamento do IBGE, o país pode finalmente enxergar essas histórias com mais clareza. O nome que escolhemos diz muito sobre quem somos, sobre o momento em que vivemos e sobre o que desejamos deixar como marca no mundo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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