No dia 5 de fevereiro de 2026, a Força Aérea Brasileira (FAB) firmou um Protocolo de Intenções com a empresa nacional Stella Tecnologia Indústria e Comércio Aeroespacial LTDA, estabelecendo uma parceria estratégica para o desenvolvimento de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP), conhecidos popularmente como drones.
A assinatura ocorreu na nova sede do Instituto Histórico‑Cultural da Aeronáutica (INCAER), em Brasília, e contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente‑Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, do CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior, além de Oficiais‑Generais do Alto‑Comando da FAB e outras autoridades militares, reforçando a relevância institucional do acordo.
Naves pilotadas remotamente
O protocolo, com validade inicial de 60 meses e possibilidade de extensão, dá continuidade a uma parceria institucional já estabelecida entre a FAB e a Stella Tecnologia.
O acordo anterior, firmado em 2023, concentrou-se na definição conjunta de conceitos e estudos sobre veículos aéreos não tripulados e tecnologias correlatas, envolvendo tanto instituições de pesquisa quanto a Base Industrial de Defesa.
O novo documento amplia o escopo da cooperação, englobando não apenas o desenvolvimento conceitual, mas também a pesquisa, a criação e a aplicação de sistemas SARP capazes de desempenhar diversas funções estratégicas, incluindo inteligência, vigilância e reconhecimento (IVR), busca e salvamento (SAR), além de operações de comunicação aeroespacial.
Drones brasileiros
O avanço no desenvolvimento de drones de alta tecnologia por empresas brasileiras tem se intensificado nos últimos anos. Um exemplo recente é a realização de voos de teste do Albatroz Vortex pela Stella Tecnologia em parceria com a AERO Concepts.
Esse UAV (veículo aéreo não tripulado) conta com turbina a jato totalmente projetada e fabricada no Brasil, consolidando competências nacionais em propulsão e integração de sistemas.
O feito representa um marco tecnológico que evidencia o potencial da indústria brasileira para atender demandas tanto civis quanto militares em setores estratégicos.
A iniciativa também é vista como um passo importante para estreitar a cooperação entre as Forças Armadas e a indústria de defesa nacional, promovendo maior autonomia tecnológica e o desenvolvimento de sistemas críticos com expertise completamente brasileira.






