A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu tirar de circulação um suplemento que vinha sendo promovido como solução rápida para uma série de problemas de saúde.
Após avaliar o produto e sua forma de divulgação, o órgão concluiu que ele não atendia aos requisitos mínimos de segurança e nem às regras que orientam o mercado de suplementos no país.
A determinação inclui a proibição de venda, fabricação e divulgação, além do recolhimento dos lotes que já chegaram ao consumidor.
Não existe suplemento milagroso: Anvisa proíbe após analisar produto
O item que motivou a medida é o Milagroso em Cápsulas Jes, fabricado pela PPA Suplementos Ltda. O nome chamativo já apontava para promessas exageradas, mas o que levou à intervenção da Anvisa foi o conjunto de irregularidades encontradas.
O produto era apresentado como capaz de aliviar dores musculares e articulares, regenerar cartilagens, acelerar cicatrizações, fortalecer o sistema imune e ainda atuar como antioxidante.
Nenhuma dessas alegações tem respaldo científico para uso em suplementos alimentares, e a legislação brasileira não permite que esse tipo de produto seja divulgado como se tivesse efeitos terapêuticos.
A análise da composição revelou outro problema. O suplemento reunia ingredientes vegetais como gengibre, salsaparrilha, sucupira, mururê, macacá e quebra-pedra.
Embora usados em diferentes tradições populares, esses elementos não têm autorização para compor suplementos dessa categoria. Sem avaliação adequada de segurança e sem registro apropriado, o produto não poderia estar à venda.
A decisão da agência se estende também ao Suplemento Creatina Monoidratada Gel – Creme de Creatina, produzido pela Basecol Mix Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
No caso da creatina em creme, a empresa comunicou que fará o recolhimento voluntário das marcas envolvidas após o cancelamento de suas notificações.
Isso significa que todo o material distribuído deve ser removido do comércio e devolvido pelo fabricante, ainda que não haja, neste caso, denúncia de efeitos terapêuticos enganosos.
Suplementos oferecem riscos aos consumidores: veja orientações
Para o consumidor, o risco não está apenas na ausência de comprovação de benefício, mas na incerteza sobre a segurança do que está sendo ingerido.
Produtos que não seguem as regras podem conter dosagens inadequadas, interagir com medicamentos ou provocar efeitos adversos inesperados.
Quem ainda tem alguma unidade em casa deve suspender o uso imediatamente e buscar orientação médica se tiver apresentado sintomas após o consumo. A recomendação da Anvisa é descartar o produto e não adquirir suplementos que prometam curas ou melhorias rápidas.
No mercado regulado, milagres não existem, e a proteção da saúde depende do cumprimento das normas.






