Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Muitos idosos possuem hábito que ajuda a ter osteoporose

Por Leticia Florenço
23/01/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Osteoporose - Reprodução/iStock

Osteoporose - Reprodução/iStock

A osteoporose é uma doença silenciosa que vai se instalando aos poucos, sem dar sinais claros no início. Quando aparece de verdade, muitas vezes já chega em forma de susto: uma fratura após uma queda simples, um tropeço leve ou até um movimento comum do dia a dia, como se levantar da cama.

Embora muita gente associe o problema apenas ao envelhecimento, a verdade é que a osteoporose costuma ser consequência de hábitos repetidos por anos.

E existe um comportamento extremamente comum entre idosos que, mesmo parecendo inofensivo, favorece diretamente o enfraquecimento dos ossos: o sedentarismo, principalmente quando vem acompanhado de pouca exposição ao sol.

Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose, milhões de pessoas sofrem com a perda progressiva de massa óssea, condição que deixa os ossos mais porosos, frágeis e suscetíveis a fraturas.

A doença acomete com frequência idosos, mas pode atingir também pessoas mais jovens, principalmente quando fatores de risco se somam ao longo do tempo.

O grande perigo é que o corpo “avisa” tarde demais, e é por isso que entender o que fortalece ou enfraquece os ossos é essencial para prevenir problemas sérios no futuro.

A osteoporose não começa com dor, começa com rotina

O maior risco da osteoporose é que ela pode evoluir por anos sem sintomas evidentes. Muitos idosos mantêm a vida normal achando que está tudo bem, até que surge uma fratura que muda completamente a rotina.

Por isso, ela é chamada de doença silenciosa: o osso vai perdendo densidade aos poucos, e a pessoa não percebe.

Em muitos casos, o primeiro sinal aparece de forma indireta: dores nas costas constantes, postura mais curvada, sensação de fraqueza, perda de altura ou dificuldade maior para caminhar.

E quando acontece uma queda, mesmo pequena, o impacto pode ser suficiente para provocar fraturas em regiões delicadas, como quadril, punho ou coluna.

O sedentarismo é o hábito que mais enfraquece os ossos

A maioria das pessoas pensa que os ossos são estruturas fixas e imutáveis, mas isso não é verdade. O osso é um tecido vivo, que se adapta às necessidades do corpo. Ele se fortalece quando é exigido, e enfraquece quando é pouco utilizado.

Por isso, ficar parado por muito tempo cria um cenário ideal para a perda de densidade óssea.

Quando o idoso passa dias e meses com pouca movimentação, o organismo recebe uma mensagem clara: não há necessidade de manter a estrutura forte. Sem estímulo, o corpo reduz o processo de formação óssea e acelera a perda, tornando os ossos mais frágeis ao longo do tempo.

O sedentarismo, nesse sentido, funciona como um “desligamento gradual” do mecanismo de fortalecimento que o próprio corpo poderia manter ativo.

A ausência de impacto faz o corpo “economizar” massa óssea

O osso precisa de estímulos físicos, principalmente aqueles ligados ao impacto e à carga. Isso não significa que o idoso precise fazer atividades intensas ou perigosas, mas sim que o corpo responde melhor quando existe algum tipo de esforço, mesmo que leve e controlado.

Quando a pessoa caminha, sobe escadas ou realiza movimentos que envolvem sustentar o próprio peso, ela ativa os músculos e coloca pressão saudável sobre a estrutura óssea. Essa pressão é interpretada como necessidade de reforço.

Já quando o corpo fica quase sempre sentado ou deitado, o organismo entende que não precisa investir em resistência óssea, pois não há exigência física suficiente para isso.

Com o tempo, o resultado é um osso que parece “normal por fora”, mas que está cada vez mais poroso por dentro.

Pouca exposição ao sol agrava o problema de forma silenciosa

O sedentarismo já é um grande inimigo dos ossos, mas ele se torna ainda mais perigoso quando vem acompanhado de pouca exposição ao sol, algo extremamente comum em idosos.

Muitos passam grande parte do dia dentro de casa, evitam calor, têm medo de sair sozinhos ou simplesmente não mantêm o hábito de tomar sol com frequência.

A falta de sol compromete a produção de vitamina D, fundamental para a absorção de cálcio pelo organismo. Mesmo quando a pessoa consome cálcio na alimentação, o corpo pode ter dificuldade em aproveitar adequadamente esse mineral se a vitamina D estiver baixa.

Assim, o osso perde uma parte importante da “matéria-prima” necessária para se manter firme.

Isso cria um cenário perigoso: pouca movimentação reduz o estímulo ósseo, e pouca vitamina D dificulta a manutenção estrutural. Dois fatores silenciosos que se somam e aceleram o enfraquecimento.

Ossos fracos e músculos fracos caminham juntos

Existe um ponto que muitas pessoas ignoram: a saúde óssea está diretamente ligada à saúde muscular. Ossos e músculos funcionam como um sistema integrado. Quando o músculo enfraquece, o idoso perde estabilidade, equilíbrio e força para sustentar movimentos simples. E isso aumenta o risco de quedas.

O problema é que quedas em idosos com ossos frágeis não são apenas um susto. Elas podem gerar fraturas graves, especialmente no fêmur, que frequentemente exigem cirurgia e longos períodos de recuperação. Em alguns casos, a pessoa nunca mais volta a ter a mesma autonomia que tinha antes.

Por isso, fortalecer músculos é também uma forma de proteger os ossos. E manter os ossos saudáveis, por sua vez, evita que pequenas quedas se transformem em grandes tragédias.

Por que muitos idosos ficam sedentários sem perceber

Na maioria das vezes, o sedentarismo na terceira idade não acontece por preguiça. Ele surge como consequência de um conjunto de fatores comuns: medo de cair, dores articulares, insegurança ao caminhar na rua, falta de companhia para atividades leves e até mudanças emocionais, como isolamento social.

O idoso começa reduzindo pequenas coisas, como deixar de caminhar até a padaria, evitar subir escadas e passar mais tempo sentado assistindo televisão.

O problema é que essa redução gradual pode virar um ciclo: quanto menos a pessoa se mexe, mais fraca se sente; e quanto mais fraca se sente, mais medo tem de se movimentar.

Esse ciclo pode parecer “normal”, mas tem um preço alto na saúde óssea e muscular.

As fraturas por osteoporose são mais comuns do que parecem

A osteoporose é perigosa não apenas por fragilizar os ossos, mas por aumentar de forma significativa o risco de fraturas em situações simples. Uma queda leve, que em uma pessoa jovem seria apenas um arranhão, pode resultar em fratura grave no idoso.

Os locais mais afetados costumam ser o quadril, a coluna e o punho. E cada um desses pontos traz consequências específicas. Fraturas no quadril podem reduzir drasticamente a mobilidade.

Na coluna, podem causar dores crônicas e deformidades. No punho, frequentemente aparecem como o primeiro sinal de que o osso já não está tão resistente.

O problema não é apenas a fratura em si, mas o impacto na autonomia, na confiança e na vida cotidiana. Muitas pessoas mudam completamente o estilo de vida após um episódio assim.

O movimento certo é uma das melhores formas de prevenção

Movimentar-se é uma das estratégias mais importantes para fortalecer ossos e preservar a independência. A boa notícia é que prevenção não precisa significar atividades complexas. O mais importante é constância e segurança.

Caminhadas regulares, exercícios orientados, atividades com suporte e fortalecimento de pernas e quadril são opções que costumam trazer resultados positivos. O corpo responde bem quando percebe que ainda precisa de firmeza para sustentar as tarefas diárias.

E existe outro benefício enorme: além de fortalecer músculos e estimular o osso, o movimento melhora circulação, postura, equilíbrio e até humor. Tudo isso contribui para reduzir o risco de quedas, que é um dos maiores gatilhos de fraturas em idosos.

Pequenas atitudes do dia a dia já fazem diferença

Muitas vezes, o que muda a saúde óssea não é uma grande transformação, e sim uma sequência de pequenas atitudes consistentes.

Caminhar alguns minutos por dia, fazer alongamentos simples, manter uma rotina com mais deslocamentos dentro de casa, levantar-se com mais frequência e não passar horas seguidas sentado já são atitudes que ajudam.

Da mesma forma, buscar exposição solar com orientação e segurança pode contribuir para níveis melhores de vitamina D. A soma dessas ações ao longo do tempo cria uma proteção real, principalmente quando se pensa em envelhecimento com autonomia.

O que parece pequeno hoje pode ser enorme amanhã, porque a osteoporose é justamente um problema construído em silêncio.

A prevenção é um caminho mais barato do que a recuperação

Um dos pontos mais difíceis na osteoporose é que, depois que a fratura acontece, o processo de recuperação pode ser lento, doloroso e emocionalmente desgastante. Muitos idosos se tornam mais inseguros, perdem confiança para andar e acabam se isolando ainda mais, reforçando o sedentarismo que provocou o problema.

Por isso, a prevenção é sempre o caminho mais inteligente. Ela reduz a chance de fraturas graves, protege a autonomia e mantém o idoso mais ativo, confiante e independente.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Estudar menos tempo com foco pode render mais em concursos

Estratégias para lidar com vários editais e aumentar suas chances de aprovação

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas