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Mudanças drásticas aconteceram após alimentos proibidos nas escolas

Por João Carlos Gomes
04/08/2025
Em Mais Tendências, Geral
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Foto: CDC/Unsplash

Foto: CDC/Unsplash

Estabelecida em 2023, uma lei municipal alterou totalmente os cardápios das cantinas das escolas na cidade do Rio de Janeiro, restringindo o que é servido aos estudantes para valorizar uma alimentação mais saudável.

Sancionada pelo prefeito Eduardo Paes, a Lei nº 1662/2019 proíbe a comercialização, aquisição, confecção, distribuição e publicidade de alimentos ultraprocessados nas redes pública e privada, e parece ter sido muito bem aceita pelas crianças.

Inclusive, as mudanças também estão sendo percebidas em casa. Em entrevista ao portal g1, a gerente da unidade de nutrição da Secretaria Municipal de Saúde, Marluce Fortunato, afirmou que muitos alunos já desenvolveram hábitos alimentares mais saudáveis no dia a dia.

E isso foi confirmado pela gerente comercial Sandra Almeida, que também foi entrevistada pelo canal, e afirmou que sua filha Alice não está mais apresentando resistência para consumir alimentos mais nutritivos.

Desta forma, muitas crianças estão tendo a chance de crescer de forma muito mais saudável, evitando o aparecimento precoce de problemas de saúde como diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade.

Outros riscos dos alimentos ultraprocessados para crianças

Embora pareçam opções mais práticas no dia a dia, os alimentos ultraprocessados oferecem sérios riscos à saúde das crianças. Além de aumentarem a chance de desenvolver doenças, eles também estão associados a fatores como:

  • Problemas no desenvolvimento: alimentos ultraprocessados não possuem os nutrientes essenciais para auxiliar no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças;
  • Riscos de alergias e intolerâncias: aditivos e conservantes presentes em alimentos ultraprocessados podem desencadear reações adversas em crianças sensíveis;
  • Dificuldade em desenvolver hábitos saudáveis: os ultraprocessados podem acostumar o paladar infantil a sabores artificiais, tornando mais difícil o interesse por alimentos saudáveis e naturais;
  • Problemas de comportamento: estudos indicam que o consumo de alimentos ultraprocessados pode afetar a saúde mental das crianças, desencadeando problemas de comportamento e sintomas de ansiedade e depressão;
  • Impactos na saúde intestinal: o consumo excessivo de ultraprocessados pode alterar a composição das bactérias boas no intestino, permitindo que bactérias ruins cresçam, o que pode causar infecções e enfraquecer o sistema imunológico.
Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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