Motoristas que circulam pelo país com mandado de prisão em aberto devem enfrentar um cenário bem mais difícil para escapar da Justiça nos próximos meses.
Uma nova iniciativa da Polícia Rodoviária Federal promete fechar brechas usadas por foragidos que evitavam rodovias federais e passavam a usar apenas ruas e vias municipais para não serem identificados.
Motoristas com mandado de prisão não vão mais fugir com essa novidade
A novidade é a ampliação do sistema nacional de monitoramento de placas de veículos, que agora passa a integrar não apenas as câmeras sob responsabilidade da PRF, mas também equipamentos instalados em municípios de todo o Brasil.
Para viabilizar essa expansão, a corporação firmou um acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), abrindo caminho para que guardas municipais e órgãos de trânsito locais passem a utilizar a mesma plataforma tecnológica.
Na prática, o sistema funciona a partir da leitura automática de placas feita por câmeras espalhadas em milhares de pontos. Sempre que um veículo passa por um desses locais, a placa é analisada em tempo real e cruzada com diferentes bases de dados oficiais.
Caso o proprietário do carro tenha um mandado de prisão em aberto, um alerta é gerado imediatamente para as forças de segurança responsáveis pela área onde o veículo foi identificado.
Até agora, esse monitoramento estava concentrado principalmente em rodovias federais, o que permitia que muitos foragidos evitassem esses trajetos e se deslocassem apenas por áreas urbanas.
Com a integração das câmeras municipais, esse tipo de estratégia tende a perder eficácia, já que o acompanhamento do deslocamento passa a ser contínuo, mesmo quando o veículo sai da estrada e entra na cidade.
O sistema utiliza informações de registros nacionais de veículos e habilitação, além de dados da Receita Federal e do Banco Nacional de Mandados de Prisão. A ideia é criar uma rede única, capaz de acompanhar o fluxo de veículos de forma ampla e coordenada.
Segundo a PRF, essa integração também reduz custos para municípios menores, que dificilmente conseguiriam investir sozinhos em uma tecnologia desse porte.
Modelo que verifica placas de motoristas já está sendo implementado
A implementação da parceria já está em andamento. O novo modelo simplifica a adesão de cidades interessadas, encurtando processos burocráticos que antes levavam meses.
Com isso, a expectativa é de que o número de municípios conectados cresça rapidamente ao longo de 2026.
Além do combate geral a foragidos, a PRF configurou o sistema para dar atenção especial a casos ligados à violência de gênero.
Mandados relacionados a crimes como feminicídio, estupro e agressões passam a ter prioridade nos alertas, permitindo respostas mais rápidas das forças locais contra os motoristas foragidos.
Com mais pontos de monitoramento e troca de informações em tempo real, a PRF avalia que o cerco a motoristas procurados pela Justiça será significativamente ampliado, tornando cada vez mais difícil circular sem ser identificado.






