Um gigante marinho silencioso, escondido sob as águas do Oceano Pacífico por séculos, acaba de ser revelado ao mundo. A criatura foi apelidada de “monstro oceânico” por sua impressionante dimensão.
Trata-se, na verdade um coral colossal que, segundo estimativas, começou a se formar por volta do início do século XIX, quando Napoleão Bonaparte ainda travava batalhas pela Europa.
Monstro oceânico que vive desde a era napoleônica foi descoberta no oceano
A descoberta foi feita pelo biólogo e videógrafo marinho Manu San Félix durante uma expedição nas proximidades das Ilhas Salomão, região pouco explorada do sudoeste do oceano Pacífico.
San Félix integrava uma equipe da iniciativa Pristine Seas, da National Geographic, dedicada a registrar ecossistemas marinhos intactos.
Em um dos primeiros mergulhos, algo chamou sua atenção: uma estrutura gigantesca no fundo do mar que, à primeira vista, poderia ser confundida com os destroços de um navio naufragado.
Após análises mais cuidadosas, o que se revelou foi um único coral da espécie Pavona clavus, um organismo vivo contínuo que ocupa uma área de 34 metros de largura por 32 metros de comprimento e cerca de 5,5 metros de altura.
Não se trata de um recife formado por milhares de corais diferentes, mas sim de um único indivíduo, algo extremamente raro em proporções tão gigantescas. O tamanho impressionante permite até mesmo que a formação seja detectada por satélites em órbita.
A idade estimada desse coral varia entre 300 e 800 anos, com base em seu crescimento médio anual. Isso significa que o coral já existia muito antes da era industrial e sobreviveu a eventos climáticos extremos e décadas de mudanças ambientais, o que por si só já o torna um marco ecológico.
Estado de conservação do coral no Oceano surpreendeu especialistas
Além da descoberta em si, o estado de conservação do coral surpreendeu os cientistas.
Exames conduzidos pelo Dr. Eric Brown, especialista em ecossistemas de corais, não encontraram sinais de branqueamento ou doenças, o que é incomum diante do cenário atual de aquecimento global e poluição marinha.
A importância do achado vai além do ineditismo: este coral gigante pode oferecer pistas sobre a resiliência de organismos marinhos em ambientes profundos, ajudando a ciência a entender como certas espécies conseguem sobreviver em meio às crescentes ameaças aos oceanos.
Um monumento natural submerso, vivo e resistente, que guardava seu segredo desde os tempos de Napoleão.





