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Moeda especial será lançada pelo Banco Central e pode ficar cara no futuro

Por Leticia Florenço
25/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Banco Central do Brasil - Reprodução/Agência Brasil

Banco Central do Brasil - Reprodução/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (25), o Banco Central do Brasil lança oficialmente uma nova moeda comemorativa de R$ 1 real, marcando os 60 anos de fundação da instituição responsável pela política monetária nacional.

Embora tenha valor de circulação regular, a moeda já atrai olhares atentos de colecionadores, investidores e entusiastas da numismática, que vislumbram nela uma possível valorização expressiva com o passar do tempo. O motivo? Não é apenas pelo seu valor facial, mas por tudo o que ela representa.

Produção em massa

A tiragem anunciada pelo Banco Central é de 23,168 milhões de unidades, número considerável se comparado a outras edições comemorativas.

Ainda assim, mesmo sendo uma quantidade grande, a demanda por exemplares em estado perfeito de conservação (flor de cunho) e com características específicas de fabricação pode torná-las disputadas no futuro.

Esse tipo de moeda, mesmo emitida em grande escala, costuma ganhar valor especialmente entre colecionadores que buscam compor séries completas ou encontrar peças com erros raros de cunhagem.

BC lança moeda comemorativa dos 60 anos da instituição - 25/07/2025 -  Mercado - Folha

O caso da moeda de R$ 5 que virou raridade

Para entender melhor o potencial dessa nova peça de R$ 1, é válido lembrar o exemplo recente da moeda de R$ 5 lançada em 2023, em comemoração aos 200 anos da primeira Constituição brasileira.

Embora tenha valor nominal baixo, a moeda foi vendida pelo Banco Central por R$ 440, justificando seu alto custo por ser feita de prata pura (999/1000), com 28 gramas e 4 centímetros de diâmetro.

Essa moeda não foi destinada à circulação comum. Com uma tiragem limitadíssima de apenas 3 mil unidades, tornou-se um objeto de desejo imediato entre os numismatas.

Seu valor elevado se explica pelo uso de materiais nobres, acabamento sofisticado, e valor histórico incomensurável, o que a coloca mais como um item de coleção do que como meio de troca.

O que torna uma moeda valiosa?

A valorização de uma moeda comemorativa depende de diversos fatores:

  • Material de fabricação: Metais nobres como prata e ouro aumentam o valor intrínseco.
  • Tiragem: Quanto menor o número de unidades produzidas, maior sua exclusividade.
  • Conservação: Moedas em perfeito estado, sem marcas de manuseio, são as mais procuradas.
  • Erro de cunhagem: Falhas durante o processo de fabricação tornam algumas peças únicas.
  • Contexto histórico: Quanto mais significativa for a data ou o evento celebrado, maior o interesse.

Moedas comuns que viraram tesouro

Apesar de a nova moeda de R$ 1 não ter sido feita em prata, a história mostra que até mesmo moedas comuns, se bem conservadas ou com peculiaridades específicas, podem valer muito mais do que seu valor facial. Exemplos disso são:

  • A moeda de R$ 1 de 1998, alusiva aos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, hoje pode valer mais de R$ 100.
  • A famosa moeda de R$ 1 dos Jogos Olímpicos Rio 2016, lançada com diferentes esportes, algumas edições ultrapassam os R$ 200 no mercado numismático.
  • As moedas com falhas de impressão, como dupla imagem ou ausência de elementos, podem alcançar cifras surpreendentes entre colecionadores.

Oportunidade para colecionar ou investir

Especialistas do mercado numismático afirmam que moedas comemorativas podem ser mais do que um simples hobby.

Em alguns casos, funcionam como investimento de longo prazo, pois seu valor tende a subir com o passar dos anos, principalmente se houver interesse crescente pelo tema ou escassez no mercado secundário.

A moeda de R$ 1 pelos 60 anos do Banco Central começa seu percurso agora, em circulação bancária regular. Isso significa que ela poderá aparecer no troco de uma compra comum ou ser encontrada em agências bancárias.

Porém, os primeiros exemplares geralmente são os mais bem conservados, e por isso, muitos especialistas aconselham buscá-las desde o início.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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